
Na noite de ontem, quinta-feira (19/05/11), ocorreu no auditório João Coutinho da FCAP / UPE, a VI Convenção Estadual de Solidariedade à Cuba, organizado pela Associação Brasil / Cuba – Casa Gregório Bezerra.
O evento contou com cerca de 120 pessoas, entre militantes e representantes de movimentos sociais. Representando a Cátedra José Martí estiveram as pedagogas Naara Queiroz – esta fazendo parte da mesa – e Lívia Melo, e o graduando de Geografia Estevam Faria.
Como o evento ocorreu no dia em que se completou 116 anos da morte de José Martí (o homenageado do evento), a representante da Cátedra José Martí, Naara Queiroz, foi convidada para iniciar a conferência. Ela ressaltou a importância que a Cátedra tem dentro da UFPE, como um espaço verdadeiramente livre para os estudantes, o qual ela teve muitas oportunidades de crescer enquanto estudante e ser humano. Naara falou também sobre a tentativa da Cátedra de dar seqüência ao trabalho de Martí, trabalho este que tem muito a acrescentar em nossa sociedade atual.
Também dividiram a mesa com o embaixador, representantes de movimentos sociais, como o sociólogo e representante do Centro Cultural Manoel Lisboa, Edival Cajá e o representante do MST, Jayme Amorim.
Edival Cajá entre outras coisas ressaltou a importância de Cuba para América Latina, como símbolo de resistência frente ao imperialismo e defendeu a liberdade dos 5 heróis cubanos. Seguindo a mesma linha, Jayme Amorim afirmou: “A ilha de Cuba tem sido, acima de tudo, inspiração e motivação. É a nossa única alternativa contra o imperialismo”. “O que deve nos manter como militantes é o sonho de uma sociedade sem explorados e sem exploradores”.
Após as apresentações e explanações dos convidados da mesa, chegou a vez do embaixador cubano Carlos Zamora. Ele iniciou sua participação falando sobre a morte de José Martí, ocorrida na mesma data do evento há 116 anos. Durante sua breve vida, José Martí conseguiu fazer muito e por isso ele ficou conhecido como “Apóstolo”, o “Apóstolo de nossa independência, guia de nossa revolução”. Foi ressaltado também a importância da mobilização da esquerda para temas voltados ao meio-ambiente. “Não podemos deixar os imperialistas tomarem conta desta temática e fazerem dela o que querem”.
No tocante ao imperialismo e ao ódio que Cuba provoca aos países “grandes”, o embaixador, entre outras palavras falou que a grande imprensa não divulga a atuação de Cuba na ajuda a países necessitados, como Haiti e países africanos, por exemplo. Para essa imprensa Cuba peca em todas as suas atitudes. E ironicamente afirmou: “Nosso grande pecado é que fizemos uma grande revolução frente aos Estados Unidos e nós não nos rendemos e nem vamos nos render”. “A revolução é para agora e para a vida inteira por diante”.
Falou que Cuba está fazendo mudanças para tornar o socialismo eficiente, que se adéqüe às suas necessidades na atualidade. “Apesar das dificuldades enfrentadas hoje, esse esforço valerá para o grande desenvolvimento que vamos promover nos próximos 5 anos”.
Entre outras temáticas em pauta foi ressaltado que em Cuba se faz uma democracia justa, diferente de outros lugares onde se há uma democracia falsa. Novamente criticando a grande imprensa, ao dizer que ela seria “incapaz de divulgar” que em Cuba o povo discute o país, que em Cuba escolhe-se o governante de 5 em 5 anos, entre outros elementos citados por ele que fazem de Cuba um país livre. Outro assunto em pauta pelo embaixador foi a defesa da liberdade dos 5 heróis, que injustamente estão presos e sem direito de defesa nos Estados Unidos. Para ele só uma grande mobilização internacional conseguirá fazer justiça aos 5. E nesse momento o embaixador fez duras críticas ao governo de Obama, governo este que há dias atrás comemorou o assassinato de uma pessoa.
Ao fim de sua explanação, o embaixador de Cuba foi aplaudido e ouviu o grito das pessoas presentes à palestra: “Brasil, Cuba, em um só coração. Viva Fidel e a revolução”.
Logo depois do discurso do embaixador, o representante da Cátedra Estevam Faria subiu ao palco e falou sobre José Martí e seu legado deixado à sociedade, como a importância de se criar um conhecimento essencialmente latino-americano como mecanismo de defesa ao processo de ocidentalização do mundo, que quer acabar com nossos valores.
Em resposta, Carlos Zamora evidenciou o trabalho da Cátedra, falando a todos que visitou mais cedo o local e que vê em nós, representantes da Cátedra José Martí, a possibilidade de difundirmos o pensamento martiano não só em Pernambuco, mas no Brasil. E que essa tarefa não é só da Cátedra, mas de todos presentes. Ele sugeriu que todos se unissem e buscassem trabalhar em conjunto para mobilizarmos a maior quantidade de gente possível para conhecerem o trabalho de Martí e a atuação de Cuba como um país solidário à outras nações e oposta ao imperialismo.
Cuba para América Latina, como símbolo de resistência frente ao imperialismo e defendeu a liberdas 5 heróis cubanos. Seguindo a mesma li
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