Ainda no dia 24, às 19 horas, ocorreu o Ato de Abertura Oficial da XIX Convenção de Solidariedade a Cuba no auditório Simón Bolívar, Memorial da América Latina. Este ato contou com a presença do Embaixador de Cuba no Brasil, senhor Carlos Rafael Zamora Rodríguez, da presidenta do ICAP e deputada de Cuba, Kenia Serrano Puig e com representantes de organizações nacionais. Neste ato o embaixador citou a deturpação por parte de grandes organismos de imprensa sobre Cuba. “Quando leio alguns jornais e tem alguma matéria sobre Cuba, eu penso que estão falando de outro país, de outro planeta”. Também foi falado sobre a questão da liberdade de expressão em Cuba pela presidenta do ICAP e Deputada, Kenia Serrano Puig. Ela relatou que no último congresso do Partido Comunista Cubano, mais de 8 milhões de pessoas (de uma população de 11 milhões) participaram das decisões, o que mostra o caráter democrático do país. Além disso, ela falou sobre a divisão da sociedade no congresso, onde 60% dos parlamentares não fazem parte do Partido Comunista, são representantes da sociedade cubana, e também sobre a divisão entre homens e mulheres no parlamento que são de 54% e 46% respectivamente.
Logo após o Ato de Abertura, às 21h30, foi lançado o novo CD do cantor, compositor e trovador gaúcho Pedro Munhoz, depois houve a apresentação do grupo musical Canto Libre e da Escola de Samba União da Ilha da Magia, vencedora do carnaval de 2011 em Florianópolis, com o samba enredo “Cuba sim, em nome da verdade”, fechando esse dia de muitas e proveitosas atividades.
Já no dia 25/06, às 9 da manhã, aconteceu a palestra intitulada “Bloqueio Econômico e midiático”, com a participação da Professora do Instituto Superior de Relações Internacionais de Cuba, Nídia María Alfonso Cuevas, da jornalista do CubaDebate, Rosa Mirian Elizarde e da parlamentar e mãe de Fernando González, um dos 5 heróis cubanos presos injustamente nos Estados Unidos, Magalys Llort. Nesta palestra foram relatadas as formas de bloqueio sofrido por Cuba ao longo desses 52 anos. Tanto no ponto de vista econômico, com o fechamento de todas as possibilidades de relação econômica com os Estados Unidos e o grande isolamento sofrido após o fim da União Soviética (único bloco com quem mantinha relações consistentes), que teve como conseqüência uma grande crise econômica no país; como do ponto de vista midiático, com todas as propagandas que deturpam as ações do país e do recente bloqueio cibernético, que fez com que Cuba fosse um dos últimos países a ter acesso à internet (1996), e limita o país até hoje de ter rápidas conexões pelo fato de Cuba ser uma ilha e não poder ter cabos de fibra óptica submarinos, sendo este país obrigado a se conectar em redes estrangeiras, pagando um preço muito mais caro, entre outros fatos.
Pela tarde, grupos de trabalho se reuniram para definir propostas de ação conjuntas para as principais bandeiras de defesa da revolução cubana, que ocorreram na UNINOVE (Universidade Nove de Julho) e contaram com delegados dos 16 estados que estiveram presentes na Convenção.
À noite, aconteceu o encerramento da XIX Convenção de Solidariedade a Cuba, que ocorreu na sede do SINTAEMA (Sindicato dos trabalhadores em água, esgoto e meio ambiente do Estado de São Paulo). Esta atividade foi iniciada com a saudação da filha de Ernesto Che Guevara, Aleida Guevara. Logo após a saudação, foi lida a Carta de São Paulo sobre a Convenção e as futuras ações traçadas para prestar solidariedade a Cuba, definido o local da próxima Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, que será em 2012 na Bahia. Por fim, a festa de confraternização do evento, que foi comandada pela Escola de Samba do MST de São Paulo, Unidos da Lona Preta.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Breve relato das atividades realizadas na XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba [PARTE 2]
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