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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

CUBA É O PRIMEIRO PAÍS DO MUNDO A ERRADICAR TRANSMISSÃO MATERNA DE HIV E SÍFILIS

CUBA É O PRIMEIRO PAÍS DO MUNDO A ERRADICAR TRANSMISSÃO MATERNA DE HIV E SÍFILIS
Cuba é o primeiro país do mundo a eliminar a transmissão de HIV e sífilis de mãe para filho durante a gestação; Todos os anos, mundialmente, cerca de 1,4 milhão de mulheres que vivem com HIV engravidam, e a chance de transmissão do vírus para o feto varia de 15% a 45%, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.
21 DE AGOSTO DE 2017 ÀS 18:01
247 - Cuba se tornou o primeiro país do mundo a receber a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminação da transmissão vertical — de mãe para filho — do HIV e da sífilis.
“Eliminar a transmissão de um vírus é uma das maiores conquistas possíveis em saúde pública”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “Esta é uma grande vitória em nossa longa luta contra o HIV e as doenças sexualmente transmissíveis, e um passo importante no sentido de ter uma geração livre da AIDS”, concluiu.
O diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), Michel Sidibé, acrescentou: “Esta é uma celebração para Cuba e uma celebração para as crianças e famílias em todos os lugares. Ela mostra que acabar com a epidemia da AIDS é possível e esperamos que Cuba seja o primeiro de muitos países pela frente a buscar esta validação da eliminação da epidemia entre as crianças”.
Todos os anos, mundialmente, cerca de 1,4 milhão de mulheres que vivem com HIV engravidam. Se não forem tratadas, a chance de transmissão do vírus para seus filhos durante a gravidez, o parto ou a amamentação é de 15-45%.
No entanto, esse risco cai para pouco mais de 1% se medicamentos antirretrovirais forem dados para as mães e as crianças durante estas etapas em que a infecção pode ocorrer.
O número de crianças que nascem anualmente com o HIV caiu quase pela metade desde 2009 – saindo de 400 mil em 2009 para 240 mil em 2013. Mas a intensificação dos esforços será necessária para atingirmos o objetivo global de menos de 40 mil novas infecções em crianças por ano até o fim de 2015.
Quase 1 milhão de mulheres grávidas em todo o mundo são infectadas com sífilis anualmente. Isso pode resultar em abortos, em feto natimorto, em morte neonatal, ou em bebês com baixo peso ao nascer e/ou com infecções neonatais graves. No entanto, a testagem e o tratamento, como a penicilina, que são simples, efetivos e de baixo custo durante a gravidez, podem eliminar a maioria dessas complicações.
A conquista realizada por CubaA Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da OMS, tem trabalhado com parceiros em Cuba e em outros países nas Américas desde 2010 para implementar uma iniciativa regional de eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis.
Como parte da iniciativa, o país tem trabalhado para garantir acesso desde o início do pré-natal, testagem para HIV e sífilis tanto para mulheres grávidas como para seus parceiros, tratamento para mulheres com diagnóstico positivo e seus bebês, partos cesarianos e substituição do aleitamento materno.
Estes serviços são fornecidos como parte de um sistema de saúde equitativo, acessível e universal em que os programas de saúde materno-infantil são integrados à atenção em HIV e às infecções sexualmente transmissíveis.
“O sucesso de Cuba demonstra que o acesso universal e a cobertura universal de saúde são viáveis e, de fato, são a chave para o sucesso, mesmo contra desafios tão assustadores como o HIV”, disse a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne. “A conquista realizada hoje por Cuba serve de inspiração para que outros países avancem no sentido da eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis.”
Os esforços globais para impedir a transmissão de mãe para filho do HIV e da sífilisHouve grandes esforços nos últimos anos para garantir que as mulheres obtivessem o tratamento de que necessitam para permanecer saudáveis e para manter suas crianças livres do HIV e da sífilis. Uma série de países se encontra agora preste a eliminar a transmissão de mãe para filho de ambas as doenças.
Em 2007, a OMS lançou a Eliminação mundial da sífilis congênita: fundamento lógico e estratégia para a ação. A estratégia visava a aumentar o acesso global à testagem e ao tratamento de sífilis para mulheres grávidas. Em 2014, mais de 40 países reportaram realizar testes de sífilis em 95% ou mais das gestantes durante o pré-natal.
Mas apesar do progresso, muitos países ainda precisam tratar como prioridade a prevenção e o tratamento da transmissão da sífilis de mãe para filho. Em 2012, a sífilis causou 360 mil natimortos, mortes neonatais, prematuridade e infecções nos bebês.
Em 2011, UNAIDS, OMS e outros parceiros lançaram o Plano Global para a eliminação de novas infecções pelo HIV entre crianças até 2015, mantendo suas mães vivas. Este movimento global tem incentivado a liderança política, a inovação e o envolvimento das comunidades para garantir que as crianças permaneçam livres do HIV e que suas mães mantenham-se vivas e saudáveis.
Entre 2009 e 2013, duplicou a proporção de mulheres grávidas vivendo com o HIV em países de baixa e média renda, e que recebem medicamentos antirretrovirais eficazes para prevenir a transmissão do vírus aos seus filhos. Isto significa que, globalmente, sete em cada 10 mulheres grávidas vivendo com HIV nestas localidades agora recebem estes medicamentos. De acordo com dados de 2013, entre os 22 países que respondem por 90% das novas infecções pelo HIV, oito já reduziram as novas infecções entre as crianças em mais de 50% desde 2009, e outros quatro países estão perto desta marca.
OMS processo de validaçãoEm 2014, a OMS e parceiros-chave publicaram as Orientações sobre processos e critérios globais para a validação de eliminação da transmissão de mãe para filho do HIV e da sífilis, que descreve o processo de validação e os diferentes indicadores que os países precisam atingir.
Como o tratamento para a prevenção da transmissão vertical não é 100% eficaz, a eliminação da transmissão é definida como a redução a um nível tão baixo que já não constitui um problema de saúde pública.
Uma missão de peritos internacionais convocada pela OPAS/OMS visitou Cuba em março de 2015 para validar o progresso rumo à eliminação da transmissão materno-infantil do HIV e da sífilis.
Durante cinco dias, os membros visitaram centros de saúde, laboratórios e escritórios do governo por várias regiões da ilha, entrevistando funcionários da saúde e outros atores-chave. A missão incluiu especialistas da Argentina, Bahamas, Brasil, Colômbia, Itália, Japão, Nicarágua, Suriname, Estados Unidos da América e Zâmbia.
O processo de validação deu atenção especial ao respeito pelos direitos humanos, a fim de confirmar que os serviços estavam sendo prestados sem coerção e de acordo com os princípios dos direitos humanos.
Notícia extraída em: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/312981/Cuba-%C3%A9-o-primeiro-pa%C3%ADs-do-mundo-a-erradicar-transmiss%C3%A3o-materna-de-HIV-e-s%C3%ADfilis.htm

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Ao comandante!

Ao comandante, pelos 89 anos de luta, uma pequena e justa homenagem. Gracias Fidel!



Uma pequena e imensa vaidade
13 de agosto de 2015 | 22:01 Autor: Fernando Brito

"Fidel é um homem que só será vencido pelo que vence a todos os homens: o tempo. E mesmo contra este ele briga, como se fosse para continuar escrevendo seu nome, feito de fé e fidelidade, para muito além de seu corpo."
Os leitores deste blog sabem que, de pessoal, aqui, só trato de mim nas minhas velhas e chatas histórias, recolhidas ao longo de 56 anos, que podem ter um sentido geral, porque contam situações que, afinal, todo mundo poderia viver.
Mas hoje, abro uma exceção e falo de um privilégio e violo uma das regras que aprendi desde os anos 70, quando o prazer e o dever de escrever tomaram conta de mim: a de que jornalista não é notícia.
Pois eu ,que não ponho aqui nem a tradicional “fotinho” que os blogueiros costumam colocar em suas páginas, coloco a única fotografia que tenho de absoluta, total e completa tietagem, como se vê em minha cara, embora seja a cara de 23 anos passados.
Hoje, dia dos 89 anos de Fidel Castro, não resisti e publico o momento em que eu mal cabia em mim, ao lado do “comandante”.
Porque era tamanha a carga histórica, tamanho o sentido de tempo e de luta que se encarnava naquele homenzarrão, que chegava dominando qualquer ambiente onde se encontrasse, que era impossível não desmanchar.
Então me permito esta pequena – e imensa, descomunal – vaidade de partilhar com vocês aquele momento.
Que se danem as convenções, os argumentos pedantes, a supremacia tirânica da razão fria sobre a emoção ardente.
Com a mesma cara de abobado da foto, estou agora a recordar daquele instante.
Somos seres humanos e fazemos a vida não apenas com o olhar e o pensar, mas com sentimentos.
E os melhores sentimentos, como os melhores seres humanos, são os duradouros.
A gente esquece nossa pequenez quando está do lado de alguém, que nos dias em que eu nascia, liderava um grupo de garotos recém-barbados – e barbudos, o que era uma quase heresia, então – que iria transformar uma pequena e miserável ilha no centro de mais de meio século de polêmica, curiosidade, admiração e ódio do mundo inteiro.
E que ainda hoje, como disse Cartola, quando me já aproximo do inverno do tempo da vida, ainda está aí e me permite pensar o quanto pode ser eterno esse amor à liberdade à justiça social, mesmo quando mal se pode em pé, abalado pelo único adversário que o pode vencer.
Um inimigo que faz o que não fizeram Fulgêncio Batista, o cárcere, a selva, a CIA, os EUA, nem o embargo econômico, nem os intelectuais que não sabem como é duro erguer uma terra miserável, dependente de açúcar e tabaco, como antes dele era também do jogo e da prostituição, e transformá-la num país que não é moderno nos celulares, nos automóveis e na internet, mas o é nos hospitais, nas escolas, no esporte, no direito de comer.
Onde não há crianças com fome, o que ofende ao Deus de qualquer religião e até ao Deus dos ateus.
Fidel é um homem que só será vencido pelo que vence a todos os homens: o tempo. E mesmo contra este ele briga, como se fosse para continuar escrevendo seu nome, feito de fé e fidelidade, para muito além de seu corpo.
Pois é do tempo que me veio este privilégio, o de ter estado, um dia, uns minutos, uma imagem apenas que seja, ao lado de um imenso pedaço da história de meu tempo.
Do tempo de muitos povos, do tempo de um século, do tempo que, ele próprio, toma a mão do velho líder e lhe diz, como eu lhe digo:

Gracias, Fidel.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Senado belga aprova resolução a favor da liberdade dos Cinco

O senado belga exigiu a intervenção do governo dos EUA para terminar a injustiça contra os Cinco, através de uma resolução aprovada depois de vários anos de trabalho insistente do Comitê belga em prol da liberação dos antiterroristas cubanos.

A resolução, elaborada pela senadora do Partido Socialista, Fatiha Saïdi, foi aprovada no início de julho e conhecida recentemente.

A senadora Fatiha Saïdi tomou a iniciativa depois da segunda reunião em outubro de 2010 com Olga Salanueva e Adriana Pérez, esposas de René González e Gerardo Hernández, no parlamento federal belga. Nessa reunião estiveram presentes deputados e senadores de sete partidos políticos: os partidos socialdemocratas SP.a e PS, os partidos democrata-cristãos cdH e CD&V, o partido nacionalista flamenco N-VA e os partidos ecologistas Groen! E Ecolo.

A resolução foi apresentada na Comissão de Assuntos Exteriores do Senado pela senadora Fatiha Saïdi e a senadora e ex-ministra Marie Arena, e ganhou o apoio de 48 senadores de nove partidos políticos. Só se produziram três votos contra e duas abstenções.

Na resolução os senadores constatam que os Cinco sofrem penas severas, a raiz de um processo que foi questionado pela Anistia Internacional, pelo Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da ONU e por numerosas ONGs. Constatam também que os direitos de visita dos familiares são violados.

Agora que o caminho judicial está terminando, os senadores belgas consideram o poder que tem o Presidente dos EUA para o perdão, para converter as penas ou para anunciar uma anistia como último recurso para obter a liberdade dos Cinco.

Os senadores belgas pedem a seu governo para utilizar toda a influência diplomática a seu alcance para conseguir a libertação dos Cinco e apresentar o tema na agenda das reuniões bilaterais com os Estados Unidos.

Também solicitam ao governo que transmita ao embaixador dos Estados Unidos na Bélgica que os belgas estão preocupados pela situação destes homens, suas detenções e suas condições de detenção. Pedem também para transmitir a solicitação do Parlamento belga ao Presidente dos Estados Unidos de que perdoe aos “Cinco de Miami”, comute a sentença a uma pena menor, ou os sujeite a um julgamento justo em outro distrito.

Os senadores belgas terminam convidando seu governo a apresentar esta resolução às autoridades dos Estados Unidos (Congresso e Senado dos EUA e o Presidente dos EUA) para informá-los sobre a preocupação do povo belga pelos “Cinco de Miami”.

Uma resolução similar foi apresentada na Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara do Parlamento belga, onde se espera sua discussão.

Fonte: Cubadebate

Escrita por: Katrien Demuynck

Traduzido pela Cátedra José Martí.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nenhum cubano ficará desamparado, diz embaixador

Por: Diário Liberdade

O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodriguez, abordou, neste sábado (04), os objetivos e efeitos do bloqueio imposto pelos Estados Unidos à ilha e detalhou a Política de Realinhamento Econômico e Social, aprovada durante congresso do Partido Comunista Cubano. Ele participou de uma conferência, no plenarinho da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, durante a VI Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba, promovida pela Associação Cultural José Marti.

"Trata-se da atualização do modelo social e econômico do país. Não é um retorno de Cuba ao período pré-revolucionário e nem um passo em direção ao capitalismo. Nenhum cubano ficará desamparado. Os princípios da revolução não mudam", assegurou Zamora Rodriguez.

A elaboração do conjunto de 371 recomendações para reordenar o modelo econômico e social, embasadas no princípio de manter a total integridade da cidadania, sobretudo no atendimento em saúde e educação, envolveu praticamente toda a população da Ilha.

Durante seis meses, 8,5 milhões de cubanos – de uma população de 11,8 milhões de pessoas- participaram de 781 mil assembleias em sindicatos, associações de moradores, organizações sindicais e de estudantes para apontar as medidas necessárias para garantir o avanço do projeto que vigora no país desde a Revolução de 1959.

As proposições foram apresentadas e debatidas no Congresso do PCC e votadas por mil delegados eleitos nas assembleias. Representantes da população e não necessariamente vinculadas ao partido. As propostas, agora, serão sistematizadas por uma comissão nacional e encaminhadas para regulamentação no Congresso Nacional. O prazo para a completa implantação das mudanças é estimado em dois a três anos.

Em síntese, elas reposicionam o papel do Estado e da cidadania quando à gestão da economia e da produção nacional. O programa, de acordo com o embaixador, mantém o predomínio da propriedade estatal, mas transfere à iniciativa privada os pequenos empreendimentos, a exemplo das barbearias e açougues.

Nos grandes empreendimentos, relacionados aos diretos básicos da população, permanecerá a visão socialista de Estado. Em ambos os casos, no entanto, não serão permitidos monopólios privados, em especial nas cadeias que envolvam a produção de insumos e serviços para Saúde e Educação. "Não é o mercado que decide", enfatizou Zamora. "As conquistas na Saúde, Educação e Cultura são intocáveis", assegurou.

Outra iniciativa será a distribuição de terras improdutivas, até então de propriedade do Estado, para 300 mil famílias. Elas serão atendidas por políticas públicas de custeio e assistência técnica. Desta forma, procura-se reverter um efeito do processo revolucionário, que garantiu altos índices de escolaridade e formação superior, provocando o fenômeno da urbanização. Hoje, 80% da população cubana vivem em cidades e apenas 20%, no campo.

Também está prevista a alimentação de parcerias com outros países para a modernização da infraestrutura e tecnologia. O Brasil, segundo parceiro comercial de Cuba, desponta como um forte aliado e já participa da construção de um grande porto a 40 km de Havana. Com inauguração prevista para 2013, tende a transformar-se no maior porto exportador e de turismo do Caribe. Da mesma forma, os países trabalham lado a lado em empreendimentos de energia eólica e solar e a Embrapa aporta conhecimento no plantio de soja.

Este cenário só é possível nos dias de hoje, em que a configuração política da América Latina sofreu mudanças consideráveis com a eleição de governos de perfil mais progressista e quando o continente avança no conceito integracionista. O conjunto de medidas em andamento, aliás, não seria possível em outros tempos. "Nosso futuro está ligado ao futuro da América Latina e do Caribe", vislumbrou o embaixador.

Zamora relatou que o passo adiante na implantação do projeto foi adiado pelo isolamento imposto ao país pelo bloqueio, pela perda de parceiros comerciais, de financiamento e de custeio do bloco soviético, pelo perigo constante de uma invasão norte-americana, pelas tragédias provocadas pela passagem de três furacões - que corroeram 20% do PIB cubano-, pela crise financeira mundial e pela enfermidade de Fidel Castro. Além disso, frustraram-se todas as expectativas de uma mudança considerável na política externa com a eleição do democrata Barak Obama.

Hoje, a América Latina respira novos ares e já se pode vislumbrar uma unidade concreta entre os país, inclusive do Caribe. No próximo mês, governos locais reúnem-se na Venezuela para concretizar a criação de um organismo comum. O bloqueio econômico e cultural promovido pelo governo americano vem sendo sistematicamente condenado por países e organismos internacionais. Calcula-se em U$S 751 milhões os prejuízos provocados a Cuba pela política americana, classificada como autoritária e genocida.

Solidariedade

Apesar disso, os índices de desenvolvimento social em Cuba estão entre os melhores do mundo. A população tem acesso universal e gratuito à saúde e educação públicas e a taxa de mortalidade infantil é a menor do planeta. Além disso, o país mantém 56,7 mil cidadãos trabalhando em 31 nações. Só na área da saúde, são 40 mil profissionais.

Zamora informou que a missão cubana no Haiti foi responsável pela salvação que quase 74 mil vidas. "Nós não enviamos o que sobra, mas compartilhamos o que temos", afirmou. Estudam gratuitamente, no país, 25 mil estrangeiros, provenientes de 115 países. Destes, 706 são brasileiros, sendo que 666 frequentam os cursos de Medicina.

Fonte: Diário Liberdade

Cuba supera Japão em porcentagem de centenários

Por: Diário Liberdade

Cuba
Segunda, 06 Junho 2011 02:00

Cuba é o país com a maior proporção demográfica de pessoas com mais de 100 anos, à frente até do Japão, afirmou o presidente do Congresso sobre Longevidade Satisfatória, Eugenio Selman, evento cuja nona edição foi inaugurada nesta quarta-feira em Havana.

Em declarações a jornalistas, o médico lembrou que Cuba conta atualmente com 1.551 centenários em uma população de 11,2 milhões de habitantes. Esses dados mostram que quintuplicaria a proporção existente no Japão, país com maior número de centenários em termos absolutos.

Selman, que durante anos fez parte da equipe médica do círculo de governo cubano e que preside a Associação Médica do Caribe (Ameca) assim como o "Clube dos 120 anos", afirmou que há seis aspectos fundamentais para avançar na "longevidade ativa", entre eles, alimentação e ambiente saudáveis, atividades física e cultural, motivação e saúde. O encontro contará com a participação de 180 diretores que, neste ano, focarão na análise dos fatores ambientais que influenciam na qualidade de vida da terceira idade.

A expectativa de vida em Cuba, uma das mais altas da América Latina, atingiu a marca de 78 anos – 76 anos no caso dos homens e 80 no das mulheres. O Governo espera que a média chegue a 80 anos, declarou o vice-ministro de Saúde, Luis Struch, na abertura do seminário. Cerca de 2 milhões de cubanos têm mais de 60 anos, segundo dados oficiais, e a estimativa é que, em um prazo de 15 anos, chegue perto de 3 milhões, o que representaria 26% da população.

Fonte: Diário Liberdade