sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Ex-menina de rua de SP estuda Medicina em Cuba
Graças a alguns “papa-hóstias”, como costumo chamar meus amigos da igreja, fiquei sabendo da história dela durante um agradável almoço na Feijoada da Lana, na Vila Madalena, a melhor da cidade. Repórter vive disso: tem que andar por aí, conversar com todo mundo para descobrir as novidades, ficar sabendo de personagens cuja vida vale a pena ser contada.
É este o caso da jovem Gisele Antunes Rodrigues, de 23 anos, ex-menina de rua de São Paulo, nascida em Ribeirão Pires, que deu a volta por cima e hoje está no terceiro ano de Medicina. Detalhe: ela estuda no Instituto Superior de Ciências Médicas de La Habana, em Cuba, onde estão matriculados outros 275 brasileiros.
Gisele veio passar as férias no Brasil e, na próxima semana, volta a Cuba. Como ela foi parar lá? Ninguém melhor do que a própria Gisele, que escreve muito bem, para nos contar como é a vida lá e como foi esta sua incrível travessia das ruas de São Paulo até cursar uma faculdade de Medicina em outro país.
A meu pedido, Gisele enviou seu depoimento nesta sexta-feira e eu pedi autorização para poder reproduzí-lo aqui no Balaio. Tenho certeza de que esta comovente história com final feliz pode servir de estímulo e inspiração a outros jovens que vivem em dificuldades.
Para: Ricardo Kotscho
Olá!!!
Autorizo o senhor a publicar essa história. Caso deseje, pode corrigir os erros. Mas, por favor, sem sensacionalismo. Tente seguir mais o menos o texto abaixo. Desculpa por escrever isso, mas eu já tive problemas.
Gosto do seu blog, vou tentar acessar nele em Cuba.
Abraços
Gisele Antunes
***
Só mais uma brasileira
Saí de casa com 9 anos de idade porque minha mãe espancava eu e meu irmão. Não tínhamos comida, o básico para sobreviver. Meu pai nunca foi presente. É um alcoólatra que só vi duas vezes na vida. Minha mãe é uma mulher honesta, mas que não conseguia educar seus filhos. Já foi constatado que ela tem problemas mentais.
Ela trabalhava como cigana na Praça da República. Quando eu fugi de casa segui esse caminho, e encontrei uma grande quantidade de meninos e meninas de rua. Apresentei-me a um deles, este me ensinou como chegar em um albergue para jovens, e a partir desse momento passei a ser menina de rua. Só comparecia nessa instituição para comer, tomar banho e ter um pouco de infância (brincar). No meu quinto dia na rua, comecei a cheirar cola e depois maconha.
Alguns educadores preocupados com a minha situação tentavam me orientar, mas de nada valia. Foi quando me apresentaram a uma religiosa, a irmã Ana Maria, que me encaminhou para um abrigo, o Sol e Vida. Passei uns três anos lá e deixei de usar dogras. Esta instituição não era financiada pelo governo. Quando foi fechada, me encaminharam a outros abrigos da prefeitura, entre eles o Instituto Dom Bosco, do Bom Retiro. E assim foi, até os 17 anos.
Para alguém que usa droga, não era fácil seguir regras. Foi por muita persistência e um ótimo trabalho de vários educadores que eu consegui deixar a drogas, sair da desnutrição e recuperar a saúde após anemia grave.
Na infância, era rebelde, não queria aceitar a minha situação. Apenas queria ter uma família. Mas havia algo que eu valorizava _ a escola e os cursos que eu fazia na adolescência. Aos 14 anos de idade, comecei a jogar futebol, tive a minha primeira remuneração. Aos 16 anos, entrei em uma empresa, a Ericsson, que capacitava jovens dos abrigos para o mercado de trabalho. Essa empresa financiou meu curso de auxiliar de enfermagem e o inicio do técnico. O último não foi possível concluir.
Explico: existe uma lei nas instituições públicas segunda a qual o jovem a partir dos 17 anos e 11 meses não é mais sustentado pelo governo, tem que se manter sozinho. Como eu não tinha contato com a minha família, quando se aproximou a data de completar essa idade, entrei em desespero.
A sorte foi que a entidade, o Instituto Dom Bosco Bom Retiro, criou um projeto denominado Aquece Horizonte. Este projeto é uma república para jovens que, ao sair do abrigo, podem ficar lá até os 21 anos. Os coordenadores e patrocinadores acompanham o desenvolvimento do jovem neste período de amadurecimento.
As regras mais básicas da república são: trabalhar, estudar e querer vencer na vida. No segundo ano de república, eu desejava entrar na universidade, mas sabia que não tinha condições de pagar a faculdade de enfermagem ou conseguir passar na universidade pública.
Optei então por fazer a faculdade de pedagogia. É uma área que me encanta, e a única que podia pagar. No primeiro semestre da faculdade de pedagogia, um educador do abrigo, o Ivandro, me chamou pra uma conversa e me informou sobre um processo seletivo para estudar medicina em Cuba. Fiquei contente e aceitei participar da seleção.
Passei pelo processo seletivo no consulado cubano e estou desde 2007 em Cuba. Dou inicio ao terceiro ano de medicina no dia 06 de setembro de 2010. São 7 anos no país, sendo 6 de medicina e um de pré-médico.
Ir a Cuba foi minha maior conquista. Além de aprender sobre a medicina, aprendo sobre a vida, a importância dos valores. Antes de ir, sempre lia reportagens negativas sobre o país, mas quando cheguei lá, não foi isso que vi. Em Cuba, todos têm direito a educação, saúde, cultura, lazer e o básico pra sobreviver.
Li em muitas revistas que o Fidel Castro é um ditador, e descobri em Cuba, que ele é amado e idolatrado pelos cubanos. Escrevem que Cuba é o país da miséria. Mas de que tipo de miséria eles falam? Interpreto como miséria o que passei na infância. Em casa, não tinha água encanada, luz, comida.
Recordo que tinha dias em que eu, meu irmão e minha mãe não conseguíamos nos levantar da cama devido a fraqueza por falta de alimento. Tomávamos água doce pra esquecer a fome. Então, quando abro uma revista publicada no Brasil e nela está escrito que Cuba é um país miserável, eu me pergunto: se em Cuba, onde todos têm os direitos a saúde, educação, moradia, lazer e alimento, como podemos denominar o Brasil?
Temos um país com riqueza imensa, que conquistou o 8º lugar no ranking dos países mais ricos, mas sua riqueza se concentra nas mãos de poucos, com uns 60 % da população vivendo em uma miséria verdadeira, pior que a miséria da minha infância.
Cuba sofre um embargo econômico imposto pelos estados Unidos por ser um país socialista e é criticado por outros governos. No entanto, consegue dar bolsa para mais de 15 mil estrangeiros de vários países, se destaca na área da saúde (gratuita), educação (colegial, médio, técnico e superior gratuito para todos) e esporte (2º lugar no quadro de medalhas, na historia dos Jogos Panamericanos), é livre de analfabetismo.
A cada mil nascidos vivos morrem menos de 4. Vivenciando tudo isso, eu queria também que o Brasil fosse miserável como Cuba, como é escrito em varias revistas. Acho que o brasileiro estaria melhor e não seria tão comum encontrar tantos jovens sem educação, matando, roubando e se drogando nas ruas.
Vou passar mais quatro anos em Cuba e não quero deixar o curso por nada. Desejo concluir a faculdade e ajudar esse povo carente que sonha com melhoras na área da saúde, quero ajudar outros jovens a realizar os seus sonhos , como me ajudaram. Também pretendo apoiar meu irmão, que deseja estudar direito.
Tenho meu irmão como exemplo de superação. Saiu de casa com 13 anos de idade, mas não foi para uma instituição governamental. Morou em um cômodo que seu patrão lhe ofereceu. Enquanto eu estudava e fazia cursos, ele estava trabalhando para ter o pão de cada dia. Hoje, ele é um homem com 25 anos de idade, casado e tem uma filha linda, e mesmo assim encontra tempo pra me apoiar e me dar conselhos.
Foi muito bom visitar o Brasil. Depois de longos 13 anos tive um tipo de comunicação com a minha mãe. Isso pra mim é uma vitoria. Quero estar próxima dela quando voltar.
Conto um pouco da minha história, mas sei que muitos brasileiros ultrapassaram barreiras piores, até realizarem seus sonhos. Peço ao povo brasileiro que continue lutando. É período de eleições, peço também que todos votem com consciência, escolha a pessoa adequada pra administrar o nosso país tão injusto.
Gisele Antunes Rodrigues
Ser culto é o único modo de ser livre (José Martí)
Fonte: http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/08/27/ex-menina-de-rua-de-sp-estuda-medicina-em-cuba/
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O Governo Mundial
(Extraído do CubaDebate)
“O ABC do tráfico de drogas”
“O ópio é cultivado em diversas regiões do mundo: América do Sul, Triângulo de Ouro de Laos, Burma e Tailândia, Afeganistão, Paquistão e Ásia Central, numa zona conhecida como a Meia Lua Dourada. A imensa maioria das amapolas de ópio crescem numa estreita zona montanhosa de aproximadamente seis mil quilômetros, que abrange do sul da Ásia à Turquia, passando pelo Paquistão e Laos.”
“Neste momento, é claro que os bilderbergers não se encarregam pessoalmente de transportar as drogas nem de lavar o dinheiro dos benefícios. A CIA se encarrega disso…”
“…Neil Clark aponta o seguinte: ‘Soros está aborrecido não com os objetivos de Bush ―estender a Pax Americana e fazer com que o mundo seja mais seguro para capitalistas globais como ele―, mas com a grosseira maneira de Bush para consegui-lo.”
“‘O Plano Marshall proposto para os Bálcãs é uma ilusão […] Financiado pelo Banco Mundial e pelo Banco Europeu de Desenvolvimento (EBRD), bem como por credores privados, beneficiará principalmente as empresas mineiras, petroleiras e construtoras, e inchará a dívida externa até bem adiantado o terceiro milênio.”
“Intervenção militar da OTAN”
“A consolidação do poder da OTAN no sul da Europa e no Mediterrâneo constitui também um passo para a ampliação do campo de influência geopolítica do Bilderberg, além dos Bálcãs, para a área do mar Cáspio, Ásia Central e Ásia Ocidental.”
“O fantasma de Travis”
“Na primeira semana de novembro de 1999, recebi o que em princípio parecia ser um cartão postal enviado de Ladispol, um povoado na região do Lazio, Roma, na costa mediterrânea.”
“Em 30 de março de 1980, foi a data em que saímos oficialmente da União Soviética. Enquanto estivemos na Itália, alojamo-nos em Ladispol, um lugarejo que seria o nosso lar durante o ano seguinte.”
“Saí para a rua. Chuviscava. Duas criancinhas pulavam e chapinhavam encantados, de charco em charco, deixando as marcas dos sapatos nas calçadas. Atravessei a elegante rua sob os grandes nimbos e abri a porta do pub da esquina da minha casa. 29 de novembro de 1999. Que diabo significava tudo isso? Voltei a ler o texto. ‘Estou passando bem. Tomara que você estivesse aqui’. Assinado: Fashoda. Que diabo era esse cara?”
“‘Fashoda não é uma pessoa, mas um lugar!’ Podia sentir como batia o meu coração. 29 de novembro de 1999 […] De repente, me endireitei no assento. ‘Fashoda, Travis Read!!!’.”
“Travis era um malandro que eu conheci durante a reunião do Clube Bilderberg em King City em 1996. Era uma trombadinha, indisciplinado e detestável […] Travis era propenso a ser preso e, quase com a mesma rapidez, a ser libertado.”
“Como soube mais tarde, Travis Read se converteu em delinqüente para trabalhar com os delinqüentes.”
“Foi enviado para o Sudão por contatos que trabalhavam tanto para a CIA quanto para a Polícia Nacional do Canadá, a RCMP […] Nunca foram revelados os pormenores de sua viagem ao Sudão, mas, ao igual que em 1899, esse lugar deixado da mão de Deus atraía os caras mais impróprios pelos motivos mais próprios.”
“‘Se Travis quiser me ver, então isto vai se tornar uma grande bagunça’, disse para os meus botões.”
“Devo admitir que quando as coisas se saíam mal, sempre confiava nos antigos funcionários soviéticos. Algo intrínseco neles fazia com que não confiassem no Ocidente e não se deixavam facilmente comprar, ao contrário do que os jornais de massas e as informações de imprensa desejam fazer crer.”
“Não eram esse tipo de pessoa que a gente gostaria trair. Eu sabia que estava a salvo com eles. Meu avô havia arriscado sua própria vida no início da década de 1950 para salvar a vida dos pais destes homens, agentes do KGB…”
“Em 27 de novembro, na última hora da tarde, tocou meu celular. Era Travis. Estava alojado em algum antro da periferia de Roma.”
“—Piazza della Repubblica, às 17h30 — interrompi-o.”
“—Eu ponho as regras — vociferou Travis.”
“—Você quer a informação ou não? — perguntou Travis.”
“—Não o suficiente como para que me matem — disse eu friamente.”
“Travis não assistiu à reunião. Ao redor das 20h30, encaminhamo-nos rapidamente para a residência dele, se pode ser chamada assim, pistolas na mão. O antro, de uma peça só, havia sido totalmente saqueado. Mesmo assim, não tinha indício de lutas nem manchas de sangue nem o cadáver de Travis Read. Pelo que sei, nunca mais se ouviu falar nele.”
“De vez em vez, o fantasma de Travis aparece nos cantos mais profundos de minha memória, uma lembrança mórbida da fragilidade e da falibilidade do espírito humano.”
Assim conclui Estulin o capítulo 3.
“CAPÍTULO 4”
“Bilderberg e a guerra secreta no Afeganistão”
“As causas pelas quais estouram as guerras se enraízam na ideologia refletida nos livros de texto escolares: as nações vão à guerra por períodos de tempo terrivelmente longos, fundamentando-se em mentiras, como o demonstrou a Primeira Guerra Mundial e cada um dos conflitos do século 20.”
“O famoso historiador Edmund Morgan escreveu o seguinte: ‘A história nunca se repete. Os que não sabem dos detalhes acreditam nisso’.”
“A bacia do mar Cáspio e a Ásia Central são as chaves da energia no século 21. Duas terceiras partes das reservas de petróleo se encontram naquela região […] ‘A América quer que a região esteja sob o total domínio estadunidense’, segundo afirma James Donan num artigo publicado na revista comercial Oil & Gas Journal, em 9 de outubro de 2001.”
“‘…Madeleine Albright [nesse momento, secretária de Estado sob a administração Clinton e uma das pessoas responsáveis pela guerra de Kosovo] concluiu que 'trabalhar para modelar o futuro da área é uma das coisas mais apaixonantes que podemos fazer'’, segundo informa o número de maio de 1998 da revista Time.
“A guerra do Golfo permitiu que o Pentágono estabelecesse numerosas bases militares na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e em outros lugares.”
“Como foi documentado pelo professor Michel Chossudovsky no War and Globalization, a aliança GUUAM (Geórgia, Ucrânia, Uzbequistão, Azerbaijão, Moldávia) formada pela OTAN em 1999, está sobre o bojo da riqueza caspiana de petróleo e de gás. Fundamental em GUUAM é a Geórgia, um Estado cliente dos Estados Unidos, onde Mikhail Saakashvili demitiu como presidente o ex-ministro de Assuntos Exteriores soviético, Eduard Shevardnadze, mediante um golpe de Estado amanhado pelos americanos e apresentado como uma revolta popular e espontânea.”
“Segundo Project Underground […] antigos membros dos sovietes, do KGB e do Bureau Político se aproveitam da riqueza do petróleo, junto a «uma coleção formidável de importantes figuras da Guerra Fria, procedentes, principalmente, do gabinete de George [H. W.] Bush». Os jogadores são os antigos conselheiros de Reagan, Bush e Clinton, como James Baker III (ex-secretário de Estado da administração Bush pai), Dick Cheney (vice-presidente) e John Sununu (ex-chefe de pessoal da Casa Branca).”
“…Peter Sutherland (da British Petroleum), a rainha Elizabeth II da Inglaterra (acionária principal da British Petroleum, cabeça do Comitê dos 300), que estão lutando pelo controle sobre os recursos petroleiros e os corredores dos oleodutos que saem da bacia do mar Cáspio. Em 1998, após uma reunião secreta do Clube Bilderberg na Escócia, informei nos meios independentes que a OTAN, executando as ordens do Clube que a fundou, deu luz verde à Rússia para bombardear a Tchechênia, sabendo que com isso aumentariam ainda mais as hostilidades entre esses dois países, cujo ódio mútuo tem mais de trezentos anos.”
“O oleoduto afegão não era simplesmente um negócio, mas um componente fundamental de uma agenda geoestratégica mais ampla: controle militar e econômico total da Eurásia (Oriente Médio e as antigas Repúblicas soviéticas da Ásia Central). George Monbiot o confirmava no The Guardian, em 23 de outubro de 2001: ‘O petróleo e o gás não têm nenhum valor se não são deslocados. A única rota que tem sentido tanto político quanto econômico é através do Afeganistão...’.”
“Depois da queda da União Soviética, a companhia petrolífera argentina Bridas, dirigida por seu ambicioso presidente, Carlos Bulgheroni, foi a primeira empresa em explorar os jazigos petrolíferos de Turcomenistão, onde se encontram umas das maiores reservas de gás natural do mundo […] O Afeganistão é a rota mais curta no caminho ao golfo para transportar os recursos de gás do Turcomenistão e Uzbequistão, da Ásia do Norte Central e da Ásia Ocidental Central.”
“Com grande consternação para a companhia Bridas, UNOCAL se dirigiu diretamente aos líderes regionais com sua própria oferta. UNOCAL formou seu próprio consórcio concorrente, dirigido pelos Estados Unidos, patrocinado por Washington, que incluía Delta Oil da Arábia Saudita, junto ao príncipe saudita Abdullah e ao rei Fahd.”
“Segundo Ahmed Rashid, ‘a verdadeira influência de UNOCAL sobre os talibãs está baseada em que seu projeto tinha a possibilidade de ser reconhecido pelos Estados Unidos, algo que os talibãs queriam garantir a qualquer preço. […] Na primavera de 1996, executivos de UNOCAL levaram o líder uzbeque, o general Abdul Rashid Dostum (um assassino de massas, responsável pelo massacre de Dasht-i-Leili em dezembro de 2001, quando centenas de prisioneiros talibãs foram propositadamente asfixiados em contêineres metálicos, enquanto eram levados por soldados norte-americanos e da Aliança do Norte para a prisão de Kunduz, Afeganistão) a Dallas para debater a instalação do oleoduto em seus territórios do norte, controlados pela Aliança do Norte.”
“A concorrência entre UNOCAL e Bridas, conforme é descrita por Rashid, ‘começou a refletir a concorrência dentro da família real saudita’. Em 1997, funcionários talibãs foram duas vezes a Washington e a Buenos Aires para serem agasalhados por UNOCAL e Bridas.”
“Mais uma vez, a violência mudaria o curso dos acontecimentos. Em resposta ao bombardeamento das embaixadas estadunidenses em Nairobi e Tanzânia (atribuído a Ossama bin Laden, embora, segundo fontes de Inteligência francesas, o atentado fosse um trabalho do Mossad israelita), o presidente Bill Clinton disparou mísseis de cruzeiro contra uma loja vazia no Afeganistão e no Sudão, em 20 de agosto de 1998. A administração, então, cortou relações diplomáticas com os talibãs e as Nações Unidas impuseram sanções.”
“O resto de tempo da presidência de Clinton não houve reconhecimento oficial ao Afeganistão por parte dos Estados Unidos nem das Nações Unidas. E nenhum avanço no tema do oleoduto.”
“Naquele tempo, George W. Bush entrou na Casa Branca.”
“Durante os meses finais da administração Clinton, os talibãs eram oficialmente um grupo terrorista. Depois de quase uma década de competição feroz entre o consórcio UNOCAL-CentGas, apoiado pelos Estados Unidos e Bridas da Argentina, nenhuma empresa havia chegado a um acordo para construir um oleoduto no Afeganistão […] George W. Bush reatou as relações com os talibãs. Não é para supreender, visto que, em 1998 e em 2000, o ex-presidente George H. W. Bush foi à Arábia Saudita em nome da empresa privada Carlyle Group, o undécimo maior empreiteiro de Defesa nos Estados Unidos, onde se reuniu em privado com a família real saudita e com a família de Ossama bin Laden, conforme a edição de 27 de setembro de 2001, do The Wall Street Journal.”
“Num dos episódios mais surrealistas e kafkianos dos acontecimentos prévios a 11-S, o The Washington Post cita Milt Bearden, agente da CIA, que ajudou a estabelecer os mujahedin afegãos, lamentando o fato de que os Estados Unidos não tomaram tempo para entender os talibãs, quando afirmou: ‘Nunca ouvimos o que eles tentavam nos dizer […]. Não falávamos uma língua comum. Nós falávamos 'entregai Bin Laden'. Eles diziam: Façam alguma coisa para nos ajudar a entregá-lo'’. Porém, há muito mais.”
“De fato, a relação entre a administração Bush e o ‘terrorista’ e líder da Al-Qaeda, Ossama bin Laden, nunca foi melhor.”
“A evidência de que a guerra no Afeganistão, onde a avareza multinacional se mistura com a avareza e a crueldade dos grandes do petróleo (BP, Shell, Exxon, Mobil, Chevron, etc.) é simplesmente irrefutável. Assusta pensar que um canto deixado da mão de Deus, controlado por terroristas, possa se tornar um ponto onde se combinam os interesses da administração Bush, Bridas, UNOCAL, CIA, dos talibãs, Enron, Arábia Saudita, Paquistão, Irão, Rússia e Índia.”
Sob a epígrafe Um vaqueiro na Casa Branca, Daniel Estulin assinala que:
“Bush formou seu gabinete com personagens da indústria da energia com estreitos vínculos na Ásia Central (Dick Cheney, de Halliburton; Richard Armitage, de UNOCAL; Condoleeza Rice, de Chevron) e chegou ao poder, graças à generosidade das corporações com direitos adquiridos na região, como a Enron.”
“A participação da família Bush na política petroleira do Oriente Médio e da Ásia Central e seus vínculos profundos com a família real saudita e a família Bin Laden existem há várias gerações.”
“Como os membros do Bilderberger criaram a guerra do Yom Kippur com o objetivo de internacionalizar o petróleo.”
“…Os membros do Bilderberg não deixam nenhuma ponta solta. Não trabalham com um plano quinquenal. Planejam a mais longo prazo. No início dos anos setenta, prepararam um plano B, um plano de partilha do petróleo, que incluía os Estados Unidos e mais onze importantes países industrializados, estabelecendo um mecanismo sob o qual Allen sustenta o seguinte: ‘O petróleo produzido no interior dos Estados Unidos pela primeira vez na história americana será partilhado e destinado, se houver outro embargo do petróleo do Oriente Médio’.”
Epílogo do capítulo 4.
“A ‘prova’ de 1973, preparada pelos membros do Bilderberg, demonstra claramente que o petróleo será utilizado como arma de controle. O que aconteceu em 1973 alertou ‘a população estadunidense e demonstrou-lhe quanto controle os governos estrangeiros e as corporações multinacionais podiam exercer sobre a nação’, escreve David A. Rivera em Final Warning: A History of the New World Order.”
No capítulo 5 se aborda:
“MATRIX: Bases de Dados e Programa de Conhecimento Total de Informação”
“Em geral, é muito mais simples chegar a um acordo quando não há ouvintes. Não é uma questão de secretos, mas da capacidade de agir de uma maneira mais eficaz.”
NEIL KINNOCK: comissário da União Europeia e membro do Bilderberg
“O Programa de Conhecimento Total de Informação (Total Information Awareness,TIA) do Pentágono é um sistema que parte de uma frase codificada e implica a dissolução gradual das prezadas liberdades individuais da América defendidas pela Constituição a favor de um Estado global, totalitário. A maior parte dos pormenores deste gigantesco sistema de espionagem continua sendo um mistério. Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, o TIA se tornou uma rede de vigilância que é ‘representativa de uma tendência maior aparecida nos Estados Unidos e na Europa: o fluxo aparentemente inexorável para uma sociedade sob vigilância’.”
“O eixo principal da rede de Vigilância Total é uma nova e extraordinária modalidade denominada «mineração de dados» ou descoberta de conhecimento, que supõe a extração automatizada de informação preditiva oculta a partir de bases de dados.”
“Pondo em prática uma capacidade incomparável para processar bilhões de registros por segundo, Accurint compilou o maior registro de dados de contato acessível do mundo. Accurint procura mais de 20 bilhões de registros que cobrem desde mudanças recentes até direções antigas que remontam a mais de 30 anos atrás.”
“…quando lhes foi solicitada mais informação, os responsáveis da empresa se negaram a revelar detalhes mais específicos sobre a natureza e as fontes dos dados.”
“Segundo Christopher Calabrese, do Conselho do Programa de Tecnologia e Liberdade da União de Liberdades Civis Americana, ‘Matrix […] converte cada estadunidense num suspeito’.”
“A Associated Press revelou que, em janeiro de 2003, o governador da Flórida, Jebb Bush, informou o vice-presidente Dick Cheney, Tom Ridge, que estava a ponto de juramentar como secretário do novo Departamento de Segurança Nacional, e o diretor do FBI, Robert Mueller, sobre o projeto secreto que demonstraria como as Forças de Segurança poderiam usar um programa informático para capturar ‘terroristas’.”
“Linha aérea Ibéria”
“Por outra parte, a Ibéria, a principal linha aérea espanhola, foi acusada de ceder informação confidencial dos seus passageiros ao governo dos Estados Unidos…”.
“‘Os Estados Unidos obrigam as linhas aéreas a fornecer dados sobre os viajantes’, Andy Sullivan, Reuters, 17 de março de 2004.”
“Da mesma maneira, a NASA também pediu e recebeu informação confidencial sobre dados de passageiros de milhões de clientes da Northwest Airlines como nomes, endereços, itinerários de viagem e números do cartão de crédito, para um estudo similar de mineração de dados […] incidentes têm ocasionado dezenas de litígios. Isto representava também uma violação de sua própria política.”
“‘A Northwest Airlines entrega à NASA informação pessoal sobre milhões de passageiros; a cessão viola a política de privacidade’, Electronic Privacy Information Center, 18 de janeiro de 2004.”
“‘A Northwest Airlines cede dados dos passageiros ao governo’, Jon Swartz, USA Today, 19 de janeiro de 2004.”
Dedica uma epígrafe a:
“Detalhes privados à vista de todos”
“O comissário Almunia, o presidente Borrell e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, outro membro do Bilderberger habitual, fizeram uma grande campanha a favor da aprovação dos direitos fundamentais, consagrados supostamente na Constituição Europeia [...] O que nunca disseram nem Borrell, nem Almunia, nem Barroso ao bom cidadão europeu é que todos esses direitos, segundo o artigo 51, podem ser suspensos, se ‘ os interesses da União’ assim o determinarem.”
“Contudo, há muita coisa mais por contar quanto à vergonhosa demonstração de traição por parte da Comissão Europeia no que diz respeito aos seus próprios cidadãos.”
“Controle europeu das telecomunicações: votação no Parlamento Europeu para aceitar a retenção de dados e a vigilância por parte das forças de segurança.
“A votação sobre a retenção de dados de 30 de maio de 2002 (Na legislação europeia anterior, os votos do PPE e PSE reuniram 526 eurodeputados, de um total de 626).”
“Statewatch e os Repórteres Sem Fronteiras foram as únicas organizações que informaram sobre o que sã decisões que afetam centenas de milhões de europeus.”
“Basicamente, a grandiloqüência e desafio dos socialistas sobre questões de lei nacional e internacional são uma farsa. A aliança dos grupos do PPE e do PSE no Parlamento Europeu demonstrou que eles apoiam as exigências dos governos da UE, em lugar de agir em defesa das pessoas e de defender os direitos de cidadãos à privacidade e às liberdades civis.”
“Javier Solana Madariaga, membro chave do Grupo Bilderberg, antigo secretário-geral da OTAN e secretário-geral do Conselho da União Europeia/Alto Representante para a Política Comum de Segurança e Defesa, numa decisão que a Federação Internacional de Jornalistas simplesmente batizou como «um golpe de Estado de verão». Lembrem, leitores, que personagens como Javier Solana não representam os seus interesses nem os da Espanha.”
Depois Estulin documentou tudo ao longo de 16 páginas.
Seu livro inclui uma epígrafe intitulada “Meu final”.
“A memória criativa é o contrário mais sutil do historiador. O pretexto de esquecer governa e deforma tudo o que decidimos lembrar abertamente. A existência e o mundo parece se justificarem apenas como fenômeno estético. Só o estético implica não a vida pela vida, mas um contraste agudo à interpretação moral da existência e do mundo.”
“Amos Oz, provavelmente o romancista israelense mais conhecido, fez esta observação: ‘Ali, onde a guerra se chama paz; ali, onde a opressão e a perseguição se denominam segurança, e o assassinato, libertação, a poluição da linguagem precede e prepara a contaminação da vida e da dignidade. Afinal, o Estado, o regime, a classe ou as ideias permanecem inalteráveis, enquanto a vida humana se destrói’.”
“Se a democracia é o governo do povo, os objetivos secretos dos governos e dos sinistros grupos de pressão são incompatíveis com a democracia. A própria ideia de esferas clandestinas de influência dentro do governo que empreendem campanhas secretas contra a humanidade é, portanto, alheia à noção de liberdade e deve ser combatida com entusiasta determinação, a não ser que desejemos repetir os erros fatais de um passado não tão distante.”
“Numa sociedade cada vez mais desmembrada, existem alguns elementos que permitem destacar o que partilhamos, o que temos em comum, e permitem fazê-lo diretamente, com dramática intensidade. A dignidade humana e um anseio genuíno de liberdade, que se compreende num instante em qualquer lugar do mundo e não necessita tradução, são alguns dos aspectos mais valiosos da tradição universal. Merece todo o apoio que possa receber.
“Finalmente, se o fato de criticar os aspectos arrogantes, irreflexivos e abusivos da sociedade totalitária faz com que, por vezes, alguém zombar de você e te chamar de «contra-tudo», deveria considerá-lo como uma distinção honorável. Graham Greene acertou quando disse que «o escritor deve estar pronto para mudar de bando em qualquer momento. Sua missão é defender as vítimas e as vítimas mudam».
“DANIEL ESTULIN”
Dedica finalmente oito páginas e meia à memória de seu avô.
“Essa foi a última vez que o vi vivo. Um ancião de complexão normal, de 96 anos de idade, sentado no seu divã desvencilhado, olhando através de seus óculos exagerados, encontrando-se com meu olhar, mas apenas capaz de reconhecer meus olhos. Estava vivo porque se movimentava e falava, ou antes, porque fazia um esforço sobre-humano para enlaçar as letras, que se derramavam nos lugares mais recônditos das profundidades da consciência que lhe restava e se negavam com teimosia a se juntarem para formar sintagmas coerentes. Nos últimos meses de sua longa vida, ao meu avô, um homem que se expressava com clareza e que gostava demais do humor e do debate, literalmente faltavam as palavras. Numa espécie de ato de crueldade final, o câncer roubou sua linguagem antes de roubar sua vida.”
“Com meu bilhete de avião de retorno à Espanha na mão, passei por casa dele para me despedir. Em minha última visita, não nos dissemos grande coisa. Eu não encontrava as palavras apropriadas. Estava sem fôlego e me custava respirar, porque sabia que nunca mais o veria. ‘Adeus’ era uma expressão simples demais e atroz demais.”
“Na mesa da sala de estar, apoiada na parede, tinha uma fotografia dos meus avós, feita pouco depois de sua chegada ao Canadá, em 1983. Minha avó havia falecido fazia pouco mais de um ano. Meu avô, doente de gravidade naquele momento, nunca se recuperou da perda de alguém que amou profundamente durante mais de quarenta anos.”
“Tentando por todos os meios de não debulhar em prantos, continuo lembrando a eu próprio que estas páginas são uma reivindicação da honestidade a expensas da crueldade e da oportunidade. O tema principal não é a política, nem uma crítica aberta do totalitarismo, ao contrário, mas o bater do coração de um homem, e por isso lhe presto homenagem. Por isso deveria ser lido.”
“A morte clínica do meu avô foi constatada no dia 18 de abril de 1995. Supunha-se que foi a última tarde que tinha sido ele próprio, como disse Auden acerca do dia em que morreu Yeats: ‘Ele se converteu em seus admiradores’. Ele se converteu em uma lembrança; sumiu nas profundezas do seu nome. É um dos mistérios da morte, que deveria supor uma mínima diferença para todos, menos para os achegados dessa pessoa.”
“Como o resto de nós, a gente morre, no mínimo, duas vezes: fisicamente e conceptualmente. Quando o coração deixa de bater e quando começa o esquecimento. Os mais afortunados, os mais brilhantes, são aqueles em que a segunda morte é adiada de um modo considerável, talvez indefinidamente […] Chegaram chamadas de todos os países e cantos imagináveis do Planeta, um tributo à infinita admiração que ele, meu avô, um ex-agente da contra-espionagem do KGB, infundiu nessas pessoas, nas quais influiu em suas vidas.”
“Seu avô era um soldado entre soldados. Esteve vinte e cinco anos defendendo o Império czarista, Alexandre II e Alexandre III. Meu avô continuou a tradição militar da família. Participou da Revolução, da guerra civil russa e das duas guerras mundiais. Enquanto defendia os Minsk nas primeiras semanas da Segunda Guerra Mundial, toda sua família, onze irmãos e irmãs, seu pai, sua mãe e uma avó de 104 anos de idade, foram exterminados pelos nazistas em Karasy-Bazar, Crimeia.”
“Levava uma vida verdadeira. Não se limitava simplesmente a viver.”
“Meu avô se tinha casado numa ocasião, em 1930. Teve três filhos. Então, chegou a guerra. Combateu em Belarus, defendeu Brest, mas foi obrigado a se retirar com o que restava do Exército Vermelho, devido ao avanço das tropas alemãs. Nalgum momento, no caos resultante, perdeu a pista de sua família. Uma mãe e três crianças de oito, cinco e três anos de idade não podiam ir tão rápido como o Exército Vermelho ou como os soldados nazistas. Foram capturados pelos nazistas, enviados a um campo de concentração e exterminados.
“A Segunda Guerra Mundial, tal como demonstro neste livro e como manifestei amplamente no meu primeiro livro sobre o Clube Bilderberg, foi astutamente financiada pelos Rockefeller, Loeb e Warberg. O príncipe Bernhard, fundador do Clube Bilderberg, também estava envolvido. Era nazista. A família real britânica simpatizava, na sua maioria, com os nazistas, ao igual que a maior parte do Eastern Establishment «liberal» dos Estados Unidos, o rede plutocrática que domina a vida econômica, política e social desse país. Hitler, a besta, foi criado pelos mesmos que hoje assistem em secreto às reuniões do Clube Bilderberg, o CFR e a Comissão Trilateral. A história, para esta gente, é um quadro-negro em branco para defecar sobre a angústia dos outros. Alguém me pode culpar por desprezar tanto o Bilderberg e seus pares?”
“No meu caso, meu avô continua sendo minha pedra angular —companheiro de viagem — inclusive depois da morte. Está tão ausente quanto presente.”
“Tempo e espaço, os truques do mundo ferido por toda parte, o monte de resíduos que chamamos história, que também representam seus sucessos. São seus sucessos. Como o tempo, estes conservam a magia que o faz desaparecer.”
“Lembro-me dele, sobretudo, quando se aproxima seu aniversário. Mas, para mim, este ano é diferente. A idade é uma acumulação de vida e de perda. A idade adulta é uma série de linhas cruzadas. Ultrapassei um limiar. Doravante, estou sozinho...”
Recolhi na segunda parte desta Reflexão grande quantidade das linhas finais de seu livro. Explicam seu desprezo pela odiosa instituição do Clube Bilderberg.
É terrível pensar que as inteligências e os sentimentos das crianças e dos jovens dos Estados Unidos são mutilados dessa maneira.
Agora é preciso lutar para evitar que sejam conduzidos a um holocausto nuclear, e recuperar tudo o que for possível, sua saúde física e mental, e procurar as formas em que os seres humanos sejam libertados para sempre de tão terrível destino.
Fidel Castro Ruz
18 de agosto de 2010
17h54
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
O governo mundial
NA recente Reflexão de há dois dias, em 15 de agosto, ao comentar um artigo do jornalista cubano Randy Alonso, que dirige o Programa "Mesa-Redonda" da televisão nacional, escrevi acerca de uma reunião realizada no hotel Dolce, de Barcelona, sobre o que ele chama de Governo Mundial. "Articulistas honestos acompanhavam mesmo do que ele as notícias que conseguiram filtrar-se do estranho encontro. Alguém muito mais informado do que eles ia no encalço desses eventos há muitos anos."
Referia-me ao escritor Daniel Estulin; 475 páginas de 20 linhas cada, estavam à minha espera para fazer uma revisão da fantástica história narrada pelo mencionado autor, se algum dos participantes dessa reunião fosse capaz de negar sua presença ali, ou sua participação no que é narrado no livro.
O mais apropriado nesta Reflexão, que dividirei em duas partes para não resultar extensa demais, é incluir um número de parágrafos selecionados por mim, para dar uma idéia do fabuloso livro intitulado: "Os segredos do Clube Bilderberg". Neste livro Estulin esmiuça os grandes gurus:
Henry Kissinger, George Osborne, os diretivos de Goldman Sachs, Robert Zoellic, Dominique Strauss-Kahn, Pascal Lamy, Jean Claude Trichet, Ana Patricia Botín, os presidentes da Coca Cola, France Telecom, Telefônica da Espanha, Suez, Siemens, Shell, British Petroleum, e outros similares políticos e magnatas das finanças.
Estulin começa pelas raízes:
"‘Durante dois domingos seguidos, algo sem precedentes, no programa de Ed Sullivan – conta-nos Donald Phau en The Satanic Roots of Rock –, mais de setenta e cinco milhões de norte-americanos viram como os Beatles agitavam a cabeça e moviam o esqueleto, um ritual que em breve seria copiado por centenas de futuros grupos de rock’."
"O homem responsável porque os estadunidenses ‘gostassem’ dos Beatles foi o próprio Walter Lippmann. Os Beatles, o grupo do qual já se fizeram mais paródias e versões de suas canções na história da música, foram colocados perante o público norte-americano para que fossem descobertos."
Um dos epígrafes iniciais intitula-se "Entra Theo Adorno".
"A responsabilidade de elaborar uma teoria social do rock and roll coube ao sociólogo, musicólogo e compositor alemão Theodor Adorno, ‘um dos principais filósofos da Escola de Frankfurt de Investigação Social…’ Adorno foi enviado aos Estados Unidos, em 1939, para dirigir o Projeto de Investigação da Rádio de Princetown, um esforço conjunto do Instituto Tavistock e da Escola de Frankfurt, com o objetivo de controlar as massas, financiado pela Fundação Rockefeller e fundado por um dos homens de confiança de David Rockefeller, Hadley Cantril…"
"De fato, os nazistas tinham utilizado intensamente a propaganda radiofônica como instrumento de lavagem de cérebros e tornaram-na um elemento integral do Estado fascista. Este fato foi observado e estudado pelas redes do Tavistock e usado de maneira ampla em suas próprias experiências. O objetivo deste projeto, como é explicado em Introdução à sociologia da música do próprio Adorno, era «programar uma cultura ‘musical’ de massas, como una forma de controle social em massa…"
"‘As cadeias de rádio converteram-se em máquinas que reciclavam durante vinte e quatro horas a fio os quarenta maiores êxitos’."
"Os Beatles chegaram aos Estados Unidos em fevereiro de 1964, quando o movimento a favor dos direitos civis estava em seu apogeu. O país encontrava-se num profundo trauma nacional e recuperava-se do brutal assassinato do presidente John F. Kennedy […] nas ruas da capital o movimento pelos direitos civis, dirigido pelo doutor Martin Luther King, convocava a uma manifestação da qual participou mais de meio milhão de pessoas."
"Entre 1964 e 1966, a chamada invasão britânica foi a eclosão de uma série de cantores e grupos de rock da Grã Bretanha que ganharam popularidade nos Estados Unidos e cercaram a cultura norte-americana. […] no final de 1964 ficou demonstrado que esta ‘invasão inglesa’ foi bem planejada e coordenada.
"‘Estes grupos recém-criados e seu estilo de vida […] converteram-se em um novo 'tipo' (gíria do Tavistock) muito visível’, e não decorreu muito tempo antes que novos estilos (modas na roupa, penteado e uso da linguagem) arrastaram milhões de jovens norte-americanos ao novo culto. A juventude dos Estados Unidos sofreu uma revolução radical sem sequer ser ciente disso […] reagindo de forma equivocada contra as manifestações dessa crise, que eram as drogas de todo tipo, primeiro a maconha e depois o ácido lisérgico (LSD), uma poderosa droga que alterava o estado da consciência. ’ […] no quartel-general do MI6 em Londres e na base da CIA, em Langley, Virginia, se pode dar por certo que a inteligência britânica e sua filial, o Escritório de Serviços Estratégicos norte-americano, estiveram diretamente envolvidos em uma investigação secreta para controlar a conduta humana. Allen Dulles, diretor da CIA na altura em que a agência começou, MK-Ultra, era o chefe da OSS em Berna, Suíça, durante a primeira época da investigação de Sandoz."
"…nos Estados Unidos e na Europa, utilizaram-se os grandes concertos de rock ao ar livre para frear o crescente descontentamento da população."
"A ofensiva empreendida por Bilderberg-Tavistock levou toda uma geração ao caminho de tijolos amarelos do LSD e da maconha…"
"ENTRA ALDOUS HUXLEY"
"O sumo sacerdote da guerra do ópio inglesa foi Aldous Huxley, neto de Thomas H. Huxley, fundador do grupo da Mesa-Redonda de Rodas, e também famoso e eloqüente biólogo, que ajudou Charles Darwin a desenvolver a teoria da evolução."
"Toynbee, educado em Oxford […] trabalhou como delegado britânico na Conferência de Paz de Paris, em 1919’…"
"‘Seu tutor em Oxford foi H. G. Wells, diretor da inteligência britânica durante a Primeira Guerra Mundial e pai espiritual da Conspiração do Aquário. Aldous Huxley foi um dos iniciados dos Filhos do Sol, culto dionisíaco do qual participavam os filhos da elite da Mesa-Redonda britânica.’ Seu romance mais famoso, Um mundo feliz, é um rascunho (encarregado por vários conselhos mundiais) para um autêntico mundo socialista futuro sob um governo único ou, como seu mentor fabiano, H. G. Wells, disse e usou como título de um de seus populares romances, um rascunho para A Nova Ordem Mundial…"
"Em Um mundo feliz, Huxley concentrou-se no método científico para manter todas as populações fora da elite minoritária em um estado quase permanente de submissão e apaixonadas por suas correntes. As principais ferramentas para consegui-lo foram as vacinas que alteravam as funções do cérebro e remédios que o Estado obrigava a população a consumir. Wells opinava que isto não era uma conspiração, mas sim ‘um cérebro mundial trabalhando como policial da mente’."
"Em 1937, Huxley se deslocou para a Califórnia, onde trabalhou como roteirista para a MGM, Warner Brothers e Walt Disney, por intermédio de um de seus contatos em Los Ángeles: Jacob Zeitlin." […] ‘Bugsy Siegel, o chefe da organização Lansky da máfia na Costa Oeste, mantinha estreitos vínculos com Warner Brothers e MGM’."
"De fato, a indústria do espetáculo ― produção, distribuição, marketing e publicidade ― está sob controle de uma máfia que surge da união do crime organizado e caloteiros de alto nível de Wall Street, que em última instância estão controlados pelo todo-poderoso Bilderberg. A indústria do espetáculo está desenhada igual do que qualquer outra ‘linha de negócio’ do Bilderberg e seus sequazes."
"O TRABALHO DE HUXLEY"
"Em 1954, Huxley publicou um influenciador estudo da expansão da consciência por meio da mescalina, intitulado As portas da percepção (1954), o primeiro manifesto da cultura das drogas psicodélicas."
"Em 1958, reuniu uma série de ensaios que tinha escrito para Newsda e a publicou sob o título Nova visita a um mundo feliz, nos quais descrevia uma sociedade onde ‘o primeiro objetivo dos governantes é evitar, custe o que custar, que seus governados criassem problemas’."
"Previu que as democracias mudariam sua essência: as velhas e estranhas tradições — eleições, parlamentos, supremos tribunais — permanecerão, porém o substrato que terá deixado será o totalitarismo não violento. […] Enquanto isso, a oligarquia dirigente e sua bem treinada elite de soldados, policiais, fabricantes de pensamento e manipuladores de mente, dirigirão tranqüilamente o mundo, a vontade. Com certeza, esta descrição de Huxley se ajusta perfeitamente à situação atual."
"Em setembro de 1960, Huxley foi nomeado professor convidado do Centennial Carnegie, no Massachusetts Institute of Technology (MIT) de Boston. Ali permaneceu apenas um semestre, depois foi dispensado. ‘Enquanto estava nessa cidade, Huxley criou um círculo em Harvard…’."
"O tema público desse círculo ou seminário de Harvard foi a religião e seu significado no mundo moderno. […] Michael Minnicino, em um artigo publicado na revista The Campaigner, em abril de 1974 […] afirma: ‘Durante seu período em Harvard, Huxley entrou em contacto com o presidente da Sandoz, que por sua vez trabalhava em uma encomenda da CIA para produzir grandes quantidades de LSD e psilocibina (mais uma droga sintética alucinógena) para MK-Ultra, a experiência oficial da CIA na guerra química’, um teste que usou humanos como cobaias para suas freqüentes experiências letais que, na maioria dos casos, implicava o uso de LSD. […] Ainda, a Universidade McGill, em Montreal, Canadá, instituição de ensino superior ligada ao Bilderberg, também fez experiências na década de 1960, dentro do programa MK-Ultra, sob o patrocínio de um fascista degenerado do Tavistock, John Rees, utilizando como sujeitos crianças de orfanatos locais, às quais torturavam e depois administravam diversas doses de LSD. […] Segundo documentos recentemente divulgados pela CIA (graças à Lei de Liberdade de Informação), Allen Dulles (nesse tempo diretor da CIA) comprou mais de cem milhões de doses de LSD, ‘muitas delas acabaram nas ruas dos Estados Unidos, no final da década de 1960’, segundo afirma Minnicino no artigo citado anteriormente."
"‘…Milhares de estudantes universitários serviram de cobaias. Eles [os estudantes] começaram logo a sintetizar seus próprios 'ácidos'’."
"‘…a imensa maioria daqueles que se manifestavam contra a guerra foi a Studentes for a Democratic Society, por causa da sensação de ultraje provocada pela situação no Vietnã. Porém, após ser atingida pela atmosfera criada pelos especialistas em guerra psicológica do Instituto Tavistock, e inundada com a mensagem de que o hedonismo e a defesa do país era uma alternativa legítima à guerra 'imoral', sua escala de valores e seu potencial criativo desvaneceu-se em uma nuvem de fumaça de haxixe’, escreve o autor na monografia citada anteriormente."
"CRIANDO A CONTRACULTURA"
"A ‘guerra’ cultural aberta, embora não declarada, contra a juventude norte-americana começou em verdade em 1967, quando o Bilderberg, para conseguir seus objetivos, começou a organizar concertos ao ar livre. Mediante esta arma secreta, conseguiu atrair mais de quatro milhões de jovens aos chamados ‘festivais’. Sem saberem, os jovens viraram vítimas de uma experiência perfeitamente planejada em grande escala com drogas. As drogas alucinógenas […] cujo consumo era propugnado pelos Beatles […] eram distribuídas nesses concertos. Não transcorreu muito tempo antes que mais de cinqüenta milhões dos participantes (nessa altura com idades que flutuavam entre os 10 e os 25 anos) regressassem ao lar convertidos em mensageiros e promotores da nova cultura das drogas ou daquilo que foi finalmente conhecido como a ‘New Age’."
"O maior concerto de todos os tempos, o ‘Woodstock Music and Art Fair’ ao ar livre, foi qualificado pela revista Time como um ‘Festival de Aquário’ e como ‘o maior espetáculo da história’. Woodstock passou a fazer parte do léxico cultural de toda uma geração."
"‘Em Woodstock ― escreve o jornalista Donald Phau―, quase meio milhão de jovens se reuniu em uma fazenda para ser drogados e seus cérebros lavados. As vítimas estavam isoladas, rodeadas de imundícia, até o topo de drogas psicodélicas e conseguiram mantê-las acordadas durante três dias consecutivos, tudo com a total cumplicidade do FBI e de altos cargos do governo. A segurança do concerto foi oferecida por uma comuna hippie treinada na distribuição em massa do LSD. Novamente seriam as redes da inteligência militar britânica as que começariam tudo’, com a ajuda da CIA, através de seu ex-diretor William Casey e de seus encontros com Sefton Delmer, do MI6, cujo contato Bruce Lockhardt foi o controlador do MI6 de Lenin e Trotsky, durante a revolução bolchevique."
"Teria de passar ainda outra década antes que a contracultura se integrasse no léxico norte-americano. Porém, as sementes do que era um projeto titânico e secreto para provocar uma reviravolta nos valores dos Estados Unidos foram semeadas então. Sexo, drogas e rock and roll, grandes manifestações em toda a nação, hippies, toxicômanos que abandonavam os estudos, a presidência de Nixon e a guerra do Vietnã desgarravam a própria fibra da sociedade norte-americana. O velho e o novo chocavam de frente e ninguém estava ciente de que esse conflito fazia parte de um plano social secreto, desenhado por algumas das pessoas mais brilhantes e diabólicas do mundo…"
"A CONSPIRAÇÃO AQUÁRIO"
"‘Na primavera de 1980 — escreve Lyndon LaRouche em DOPE INC.—ganhou fama o livro intitulado The Aquarian Conspiracy (foi vendido mais de um milhao de ejemplares e foi traduzido a dez línguas), tornando-se da noite para o dia em um manifesto da contracultura.’ […] The Aquarian Conspiracy afirmava que tinha chegado a hora da união dos quinze milhões de estadunidenses que participaram da contracultura para provocarem uma mudança radical nos Estados Unidos. De fato, este livro foi a primeira publicação orientada ao grande público que apostava no conceito de trabalho em equipe, um conceito considerado o mais virtuoso e impulsionado rapidamente pelos «gurus» do management."
"A autora Marilyn Ferguson afirma: ‘Enquanto rascunhava um livro ainda sem título sobre as novas alternativas sociais emergentes, pensei sobre a particular forma deste movimento, sobre seu atípica liderança, sobre a paciente intensidade de seus seguidores, sobre seus improváveis sucessos…’."
"Numa conferência de 1961, Aldous Huxley descreveu este estado policial como ‘a revolução final’: uma ‘ditadura sem lágrimas’ na qual a gente ‘ama suas correntes’."
"Zbigniew Brzezinski, assessor de Segurança Nacional do presidente Carter, fundador do Comitê Trilateral e membro de Bilderberg e do CFR, expressa idênticas idéias em sua apaixonante obra Between Two Ages: America’s Role in the Technotronic Era, escrita sob os auspícios do Instituto de Investigação sobre o Comunismo, da Universidade da Columbia e publicado pela Viking Press, em 1970.
"Sem lançar mão da repressão violenta, desenharam um complexo conjunto de ações para conseguir um ‘cidadão pacífico’ para a Nova Ordem Mundial. […] Também apoiaram novos conceitos como ‘inteligência emocional’, que é a capacidade de a gente se querer a si própria e de se relacionar com os outros. […] Uma terceira via para converter este ‘cidadão industrial' em ‘cidadão pacífico’ é uma grande campanha de marketing para divulgar o imenso reconhecimento social aos colaboradores das ONG, como expliquei em meu primeiro livro A verdadeira história do Clube Bilderberg."
Segundo Harmon:
"‘Uma vez embrandecidos, [os Estados Unidos] já estavam maduros para a introdução de drogas (especialmente a cocaína, o crack e a heroína) e o início de uma época que ia rivalizar com a proibição e com as enormes somas de dinheiro que começariam a se amealhar’."
"Vale a pena mencionar que extensos fragmentos das três mil páginas de ‘recomendações’ dadas ao recém-eleito Ronald Reagan, em janeiro de 1981 pelo CFR, têm como base o material tirado do relatório ‘As imagens cambiantes do homem’, de Willis Harmon.
"Com lua cheia, no dia 8 de dezembro de 1980, John Lennon foi assassinado por Mark Chapman. É pouco provável que num dia qualquer saibamos se Mark Chapman foi vítima de uma psicose modelo induzida artificialmente, um assassino ao estilo do ‘candidato manchu’ enviado pelo Tavistock, pela CIA e pelo MI6 para silenciar o Lennon que demonstrava ser cada vez mais difícil de controlar."
CAPÍTULO 2
"A PERFEITA MÁQUINA DE LAVAGEM CEREBRAL: A MTV"
"ENTRA MTV, A TELEVISÃO DA MÚSICA
"A MTV, um canal de mercado para música popular de rock e vídeos musicais, inventada e dirigida por Robert Pittman para o público adolescente e jovem, foi fundada em 1 de agosto de 1981. Hoje, faz parte do império Viacom (conhecido como CBS Corporation, cujo presidente e diretor-geral, Sumner Redstone, é membro pleno do CFR e cujo grupo mediático faz parte do Clube Bilderberg). Para chegar aos jovens sem que a sociedade percebesse o engano, foi necessário ‘criar uma contra-instituição que pregasse valores contrários aos valores dominantes na sociedade’. Isso é precisamente o que faz a MTV. ‘Pero para que esse esforço seja bem-sucedido — dice L. Wolfe —, deve ser neutralizada a influência positiva dos pais e da escola ou, pelo menos, debilitar sua influência.’"
"‘O modelo para isso [a MTV] foram os espetáculos teatrais oferecidos pelo pré-nazista Richard Wagner, nos quais levava ao público a uma espécie de êxtase que depois foi usado conscientemente pelos nazistas, ao criarem suas próprias celebrações simbólicas, como as reuniões em Nuremberg.’ Os especialistas da lavagem de cérebros que criaram a MTV estão conscientes de seu efeito. Num livro sobre a cadeia, Rocking Around the Clock, E. Ann Kaplan afirma que a MTV ‘hipnotiza mais do que qualquer outra [televisão] porque consiste numa série de textos curtos que nos mantém num estado constante de emoção e expectação... Ficamos presos à constante esperança de que o vídeo seguinte nos satisfará finalmente. Seduzidos pela promessa da plenitude imediata continuamos consumindo infinitamente esses textos curtos’."
"Durante os quatro minutos que dura aproximadamente um vídeo musical (os cientistas do Tavistock determinaram que quatro minutos era o tempo máximo que um sujeito involuntário era susceptível de receber as mensagens dos próprios programas), ‘uma realidade artificial na forma de 'contrapontos' se insere na consciência, substituindo a realidade cognitiva…’."
"‘Se a gente pensasse neste processo ― escreve Walter Lippmann ―, ele poderia acabar, mas conclui, ‘a massa de iletrados, de deficientes mentais, de profundamente neuróticos, desnutridos e frustrados indivíduos é tão considerável, que existem motivos para crer muito mais do que geralmente acreditamos. Desta maneira, [o processo] está ao alcance de pessoas que mentalmente são crianças ou bárbaros e cujas vidas são um problema total, elegem conteúdos simples com grande atrativo popular’. […] Em Crystallizing Public Opinion, Edward Bernays afirmou que «o cidadão médio é o censor mais eficaz do mundo. Sua própria mente é a maior barreira que o separa dos fatos."
"O espectador que sofre a lavagem de cérebro apenas tem a ilusão de que conserva a capacidade de eleger, de igual maneira um toxicômano crê que controla sua dependência em vez de que é controlado por ela. ‘A MTV ― diz Ann Kaplan ― está desenhada graças a um conhecimento cada vez maior dos métodos de manipulação psicológica.’ […] A média de consumo televisivo diário aumentou constantemente desde o aparecimento da televisão, de modo que, em meados da década de 1970, era a atividade com maior tempo dedicado, depois do sono e do trabalho, com quase seis horas diárias. Desde então, com o aparecimento do aparelho de vídeo, das vídeo consolas, aumentaram ainda mais. As crianças com idade escolar passavam quase tanto tempo assistindo a televisão quanto dormindo."
"‘Na terminologia de lavagem de cérebro freudiano ― expressa Emery ― o espectador de um vídeo musical encontra-se num estado induzido muito similar ao sono. Ajuda-o, ou o induz a entrar nesse estado, o aparecimento repetitivo de cores e imagens brilhantes que abrumam a vista, ao mesmo tempo que o ritmo pulsátil e vibrante do rock tem um efeito similar no ouvido.’ Não só estamos numa época de televisão, mas também numa época condicionada pela televisão— e é uma época de intranqüilidade, de descontentamento, de frustração, dirigida a nenhuma parte ou a muitas partes à mesma vez —, como é lógico num entorno onde [a televisão] é onipresente."
"As sinistras camarilhas e os manhosos do cabido de Bilderberg, as esferas clandestinas de influência e manipulação consciente e inteligente dos hábitos organizados é a expressão mais recente de uma campanha de manipulação mais profunda para instituir um governo mundial sem limites, que não responda perante ninguém mais do que perante si próprio."
"…os principais sucessos vendidos a vontade a uma população desmoralizada, a favor do fundamentalismo fanático de um grupo de homens que não responde perante ninguém e que procura o poder absoluto ao preço da dignidade do homem moderno, caluniado, humilhado e desprezado pelos poderes combinados do aparelho de manipulação e a lavagem de cérebro do Bilderberg-CFR-Tavistock com sua equipe de cientistas, psicólogos, sociólogos e cientistas da nova ciência (New Age, misticismo, etcétera), antropólogos e fascistas decididos a recriarem um novo Império romano.
"Primeiro começaram Edward Berneys e Walter Lippmann. Depois, Gallup e Yankelovich. Mais tarde, Rees e Adorno, Aldous Huxley e H. G. Wells, Emery e Trist, seguidos pela cultura das drogas e a Conspiração de Aquário, um suposto ideal ‘humanista’ a favor da velha cultura, salpicado com uma pitada de liberdade humana em vez do que realmente é: uma maneira inteligente de degradar as pessoas até as converter em simples animais de fazenda, negando-lhes a originalidade da consciência humana, que é compreendida ao instante em toda parte, sem necessidade de tradução."
"A Nova Idade será uma nova Idade Escura. Significará a morte prematura de pouco mais de metade da população e o esquecimento intencionado dos maiores resultados da humanidade. Ésta é a ideologia totalitária, propugnada pela Nova Ordem Mundial, decidida a governar o mundo embora seja por cima de nossos cadáveres. […] Por que vale a pena defender nossa civilização? ¿Por que um regime baseado na liberdade é melhor do que as tiranias que hoje oprimem parte do planeta? Para alguns, as respostas a estas perguntas são evidentes, mas para muitos não."
CAPÍTULO 3
"CÓMO E POR QUE O BILDERBERG ORGANIZOU A GUERRA NO KOSOVO"
"Agora, era a vez dos Bálcãs. O ‘plano mestre’ foi elaborado em 1996, na reunião realizada pelos membros do Clube Bilderberg en King City, um pequeno enclave de luxo, localizado a 20 quilômetros da cidade canadense de Toronto. […] as guerras dos membros do Bilderberg no Kosovo e nos Bálcãs tiveram um motivo concreto: drogas, petróleo, riqueza mineral e o avanço da causa do ‘governo global’."
"Os Estados Unidos e a Alemanha iniciaram o apoio às forças secessionistas na Iugoslávia, após a queda do comunismo na antiga União Soviética, quando a Federação Iugoslava rejeitou sua incorporação à órbita ocidental. John Pilger, um laureado jornalista australiano, que se dedica a investigar os conflitos bélicos, escreveu em The New Statesman: ‘Milosevic era um burro; também era um banqueiro que uma vez foi considerado um aliado de Ocidente pronto para pôr em prática 'reformas econômicas', em conformidade com as exigências do FMI, do Banco Mundial e da União Européia; para desgraça dele negou-se a ceder a soberania. O Império não esperava menos.’ Segundo o artigo de Neil Clark, um jornalista especializado em assuntos do Oriente Médio e dos Bálcãs, ‘naquele momento, mais de 700.000 empresas iugoslavas permaneciam sob propriedade social e a maioria ainda era controlada por comitês mistos de diretivos e trabalhadores, com apenas 5% de capital nas mãos privadas’."
"Sara Flounders, uma ativista e jornalista afim ao Partido Mundial dos Trabalhadores, movimento pacifista internacional, escreveu num artigo: ‘…as condições de crédito do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial precisam da desintegração de todas as indústrias públicas. Esse é o caso do petróleo e do gás natural no Cáucaso e no mar Cáspio, bem como das jazidas de diamantes da Sibéria. Aquele que possua ou tenha um interesse dominante [...] será quem queira que ganhe a luta armada que se está travando em Kosovo. A dominação da OTAN sobre o terreno porá as empresas estadunidenses na melhor posição no que respeita à posse desses recursos’."
"No início, os membros do Bilderberg, pretendiam ‘inflamar’ os sérvios perseguindo os criminosos de guerra que eles albergavam, levando-os a julgamento perante um novo Tribunal Internacional. Os sérvios, orgulhosos e experientes, driblaram esta provocação dissuadindo os suspeitos de nível mais baixo na ordem hierárquica a que se entregassem voluntariamente. Contudo, isso não era suficiente. Para enfurecer os sérvios, o Tribunal de Haia, controlado pelos Estados Unidos, lançou mão dos seqüestros ilegais para instar à guerra."
"Isto também explicaria por que Richard Holbrooke, embaixador estadunidense perante as Nações Unidas, entre 1999 e 2001, membro do Bilderberg e do CFR e seis vezes candidato ao Prêmio Nobel da Paz, inseriu uma cláusula sobre Kosovo no acordo final. ¿Que tem a ver Kosovo com a Bósnia? Nada. Mas a idéia de Holbrooke era converter Bósnia num teste da futura expansão do Bilderberg nos Bálcãs."
"NA PROCURA DE UMA ESCUSA: WILLIAM WALKER ENTRA NO PALCO"
"…segundo explica John Laughland em seu artigo ‘A técnica de um golpe de Estado’, era William Walker, membro do CFR e ‘ex-embaixador em El Salvador, cujo governo, apoiado pelos Estados Unidos, estabeleceu esquadrões da morte’. Em 1985, Walker era ajudante do subsecretário de Estado para a América Central e um operador chave nas tentativas da Casa Branca de Reagan para derrocar o governo nicaraguense. O tenente-coronel Oliver North, colocado na lista do pessoal do Conselho Nacional de Segurança, no início de 1981 e demitido em 25 de novembro de 1986, era o funcionário da Administração Reagan com maior envolvimento na ajuda secreta aos ‘contras’, graças aos benefícios da venda de armas ao Irã."
"Segundo o dossiê judicial, Walker foi responsável pelo estabelecimento de uma falsa operação humanitária, na base aérea de Ilopango, em El Salvador, que era usada em secreto para fornecer de armas, cocaína, munições e suprimentos aos mercenários ‘contras’ que atacavam Nicarágua."
"Walker, que tinha entregado armas aos ‘contras’ na Nicarágua e agora se tinha transformado em observador de paz, declarou a todas vozes perante a imprensa mundial, que a polícia da Sérvia era a culpada ‘pela mais hedionda’ chacina que ele tinha visto. Os sérvios, que nessa altura tinham evitado habilmente as provocações da OTAN e do Bilderberg, caíram. O suposto ‘massacre’ provocou um pretexto para a intervenção. Em 30 de janeiro, o Conselho da OTAN autorizou o bombardeamento. E o Bilderberg ordenou a seu secretário-geral, Javier Solana, que ‘usasse a força armada para obrigar os delegados sérvios e de etnia albanesa nas negociações de 'paz' na França a falarem de um contexto para a 'autonomia' de Kosovo’."
"Um artigo do dia 4 de agosto do The Washington Post citava ‘um alto funcionário do Departamento de Defesa estadunidense que indicou que apenas uma coisa poderia provocar uma mudança de política: 'Acho que atingindo certos níveis de atrocidade intoleráveis, provavelmente isso seria um detonante'’."
"Como referência histórica útil, lembremos que os sérvios foram vítimas do pior ato de limpeza étnica, como os 200.000 ou mais sérvios que foram eliminados da região de Krajina, na Croácia, durante a ‘Operação Tormenta’ apoiada pelos Estados Unidos, em 1995, ou os 100.000 ou mais sérvios eliminados de Kosovo pelo ELK, ao finalizar o bombardeio da OTAN. Não faz falta dizer que o Tribunal de Haia, o mecanismo de justiça da Nova Ordem Mundial, não fez nada para levar os autores dessa atrocidade perante a justiça."
"‘Deviam saber, porque de outro modo, o que instigaria a Coroa a manter um exército nessa região onde não havia nada de valor exceto um lucrativo comércio de ópio? Custava muito caro manter homens armados num país tão longínquo. Sua majestade deveu perguntar por que essas unidades militares estavam ali’, pergunta o doutor John Coleman em "Conspirator’s Hierarchy: The Story of the Committee of 300."
Sob o epígrafe:
"HISTÓRIA DO ENVOLVIMENTO DOS ESTADOS UNIDOS NO TRÁFICO DE NARCÓTICOS"
"Contrário ao que os livros de história nos contaram durante anos, o nefasto narcotráfico não é território exclusivo do estamento criminoso, a não ser que por estamento criminoso entendamos algumas das famílias mais importantes da história dos Estados Unidos, conhecidas como o establishment liberal do Leste, cujos membros dirigem esse país desde a oligarquia, através de um sistema de governo paralelo, conhecido como Clube Bilderberg..."
"KOSOVO E A HEROÍNA"
"Dois jornalistas, Roger Boger e Eske Wright, num artigo publicado em 24 de março de 1999, no jornal The Times, de Londres, afirmam que ‘Albânia — que joga um papel fundamental na transferência de dinheiro aos kosovares — está no epicentro do tráfico de drogas da Europa..."
"Albânia tornou-se a capital do crime da Europa. Os grupos mais poderosos do país são criminosos organizados que usam Albânia para cultivar, processar e armazenar uma grande percentagem da droga ilegal destinada à Europa Ocidental..."
Continua...
Fidel Castro Ruz
7 de Agosto 2010
18h20
segunda-feira, 19 de julho de 2010
REFLEXIONES DE FIDEL
NA minha reunião com os economistas do Centro de Pesquisas da Economia Mundial (CIEM), terça-feira 13 de julho, falei-lhes do excelente documentário do diretor francês Yann Arthus-Bertrand, com a participação das mais preclaras e bem informadas personalidades internacionais, acerca de outro terrível perigo para a espécie humana que está acontecendo perante os nossos olhos: a destruição do meio ambiente.
O documentário afirma de forma clara e lapidária:
"Na grande aventura da vida na Terra, cada espécie tem um papel que desempenhar, cada espécie tem seu lugar. Nenhuma é inútil ou prejudicial, todas se equilibram. E eis onde você, homo sapiens, humano inteligente, entra na história. Beneficia de um fabuloso legado de quatro bilhões de anos, provido pela Terra. Apenas você tem 200 mil anos, mas já fez mudar a face do mundo."
"A invenção da agricultura mudou a nossa história. Há menos de 10 mil anos disso."
"A agricultura foi a nossa primeira grande revolução. Resultou nos primeiros excedentes e deu origem às cidades e às civilizações. As lembranças de milhares de anos à procura de comida esvairam. Tendo feito do grão a levedura da vida, multiplicamos o número de variedades e aprendemos a adaptá-las a nossos solos e climas. Somos como todas as espécies na Terra. A nossa principal preocupação diária é a de nos alimentarmos. Quando o solo resulta menos generoso e a água se torna escassa somos capazes de fazer esforços prodigiosos para tirar da terra o suficiente para continuarmos vivos."
"Metade da humanidade cultiva o solo; mais de três quartas partes o faz com as mãos."
"Energia pura. A energia do sol, apanhada durante milhões de anos por milhões de plantas há mais de 100 milhões de anos. É carvão. É gás. Mas sobretudo é petróleo."
"Nos últimos 60 anos, a população da Terra quase triplicou. E mais de dois bilhões de pessoas foram viver para as cidades."
"Nova York. A primeira megalópole do mundo é o ícone da exploração da energia que fornece a Terra ao engenho humano. A mão-de-obra de milhões de imigrantes, a energia do carvão, o indispensável poder do petróleo. Os Estados Unidos foram os primeiros em aproveitarem o fenomenal e revolucionário poder do ‘ouro negro’. Nos campos, as máquinas substituíram os homens. Um litro de petróleo gera tanta energia como cem pares de mãos em 24 horas."
"Produzem suficiente grão para alimentar dois bilhões de pessoas. Porém, muito desse grão não é usado para alimentar pessoas. Aqui e em outras nações industrializadas é transformado em comida para o gado ou em biocombustível."
"Tão longe como alcança a vista, fertilizante abaixo, plástico acima. As estufas de Almeria, Espanha, são a horta da Europa. Uma cidade de vegetais de tamanho uniforme espera cada dia centenas de caminhões que os levam para os supermercados do continente. Enquanto mais desenvolvido for um país, mais carne consumirão seus habitantes. Como pode ser satisfeita a procura mundial sem recorrer às fazendas de gado, semelhantes a um campo de concentração? Cada vez mais rápido. Como o ciclo de vida do gado que pode não ter visto nunca uma pradaria."
"Nestas unidades de comida, lotadas de milhões de cabeças de gado, não cresce nem uma fibra de pastagem. Uma frota de caminhões traz de cada canto do país toneladas de grão, alimento de soja, e grânulos de proteína que se converterão em toneladas de carne. O resultado é que se necessitam 100 litros de água para produzir um quilo de batatas, 4 mil litros para um quilo de arroz e 13 mil litros para um quilo de carne bovina. Sem falarmos do petróleo queimado no processo de produção e no transporte.
"Sabemos que o fim do petróleo barato é iminente, mas nos recusamos a acreditar nisso."
"Los Ángeles. Nesta cidade que se espalha ao longo de mais de
cem quilómetros, o número de carros é quase o mesmo que o número de habitantes."
"O dia não parece mais do que um pálido reflexo das noites, que convertem a cidade em um céu estrelado."
"Em todas as partes as máquinas cavam, extraem e arrancam da terra os cacos de estrelas enterradas em suas profundezas, desde a sua criação... Minérios."
"…Os 80% desta riqueza mineral é consumida por 20% da população mundial. Antes do final deste século, a mineração excessiva terá acabado com quase a totalidade das reservas do planeta."
"Desde 1950, o volume de comércio internacional se incrementou 15 vezes; e 90% do comércio transita por mar. Quinhentos milhões de contêineres são transportados cada ano, enviados para os maiores centros de consumo…"
"Desde 1950, a captura de peixes se quintuplicou, de 18 para 100 milhões de toneladas métricas por ano. Milhares de navios-fábrica estão esvaziando os oceanos. Três quartas partes das zonas de pesca estão esgotadas, acabadas ou em perigo de ser."
"Quinhentos milhões de humanos moram nas terras desérticas do mundo, mais do que toda a população conjunta da Europa."
"Israel converteu o deserto em terra arável. Ainda que agora essas fazendas sejam irrigadas pelo sistema de gota a gota, o consumo de água continua aumentando junto das exportações."
"O outrora poderoso rio Jordão é agora apenas um riacho; sua água voou para os supermercados de todo o mundo em caixas de frutas e vegetais."
"A Índia está em perigo de ser o país que mais sofrerá pela falta de água no século vindouro. A irrigação maciça alimentou a sua população crescente e nos últimos 50 anos, foram escavados 21 milhões de poços."
"A Las Vegas foi construída no deserto. Ali moram milhões de pessoas. A cada mês seguem chegando aos milhares. Seus habitantes estão entre os maiores consumidores de água do mundo."
"Palm Springs é outra cidade do deserto com vegetação tropical e luxuosos campos de golfe. Quanto tempo mais continuará prosperando esta miragem? A Terra não pode suportar isso."
"O Rio Colorado, que leva água para estas cidades, é um desses rios que já não chega ao mar."
"A escassez de água poderia afetar dois bilhões de pessoas antes de 2025."
"Toda a matéria viva está ligada: água, ar, terra, árvores."
"As florestas primitivas fornecem um hábitat para três quartas partes da biodiversidade do planeta, isto é, de toda a vida na Terra."
"…em apenas 40 anos, a maior floresta tropical do mundo, a do Amazonas, teve sua superfície reduzida em cerca de 20%; nela surgiram fazendas de criação de gado ou fazendas de soja; 95% dessa soja é usada para alimentar gado e aves de curral na Europa e na Ásia. Assim, uma floresta é transformada em carne."
"Mais de dois bilhões de pessoas, quase um terço da população mundial, ainda depende do carvão. No Haiti, um dos países mais pobres do mundo, o carvão é um dos principais bens de consumo da população."
"Nas colinas do Haiti, apenas resta 2% das florestas…"
"Cada semana, mais de um milhão de pessoas aumenta a população das cidades do mundo. Um humano em cada seis mora agora em um ambiente precário, insalubre e superpovoado, sem acesso às necessidades diárias como água, esgotos, eletricidade. A fome alastra-se de novo. Afeta quase um bilhão de pessoas. Pelo planeta todo os pobres lutam por sobreviver, enquanto continuamos escavando à procura de recursos sem os quais já não podemos viver."
"As nossas atividades libertam volumes gigantescos de bióxido de carbono. Sem darmos por isso, molécula a molécula, temos afetado o equilíbrio climático da terra."
"A coberta gelada do Ártico está se derretendo sob o efeito do aquecimento global. Essa calota perdeu 40% de sua espessura em 40 anos. No verão, sua superfície se encolhe ano após ano. Em 2030, poderia desaparecer durante os meses do verão. Há quem diga que em 2015."
"Para 2050, uma quarta parte das espécies terrestres poderia estar ameaçada pela extinção."
"…como a Groenlândia aquece rapidamente, a água doce do continente todo flui para a água salgada dos oceanos."
"O gelo da Groenlândia contém 20% de toda a água doce do planeta. Caso derreter, o nível do mar subirá em cerca de sete metros. A atmosfera do nosso planeta é um tudo indivisível. É um bem de que todos partilhamos."
"Na Groenlândia estão a aparecer lagos na paisagem. A camada de gelo se está derretendo a uma velocidade que nem os cientistas mais pessimistas previam há dez anos. Esses rios alimentados por geleiras se estão unindo mais e mais e emergindo à superfície. Achava-se que a água ficaria congelada nas profundezas do gelo. Antes pelo contrário, flui sob o gelo, levando o córtex de gelo rumo ao mar, onde se quebra convertendo-se em iceberg."
"A expansão da água ao se aquecer causou, só no século XX, uma elevação de 20 centímetros. Tudo se torna instável. Os recifes de coral são extremamente sensíveis à mais mínima mudança na temperatura da água; por volta de 30% deles já sumiu. São um elo essencial na cadeia das espécies."
"Se o nível do mar continuar subindo mais e mais rápido, o que farão as grandes cidades, como Tóquio, a cidade mais povoada do mundo?"
"…na Sibéria, e em muitas partes do mundo, há tanto frio que o solo está constantemente congelado. É conhecido como permafrost. Sob esta superfície descansa uma bomba de tempo climática: metano, um gás de efeito estufa vinte vezes mais poderoso do que o bióxido de carbono. Se o permafrost se derreter, a libertação de metano poderá fazer com que o efeito estufa saia de controlo, com consequências que ninguém pode prever."
"Os 20% da população do mundo consome 80% dos seus recursos."
"O mundo investe doze vezes mais em despesas militares do que em ajuda aos países em desenvolvimento."
"Cinco mil pessoas morrem diariamente ao beberem água contaminada; um bilhão de pessoas não tem acesso à água potável."
"Cerca de um bilhão tem fome."
"Mais de 50% do grão comercializado no mundo é usado para alimento animal ou biocombustíveis."
"As espécies estão morrendo mil vezes mais rápido do que o ritmo natural."
"Três quartas partes das zonas de pesca estão esgotadas, diminuídas ou em descenso perigoso."
"A temperatura média nos últimos 15 anos foi a mais alta jamais registada."
"A camada de gelo é 40% mais delgada do que há 40 anos atrás."
Nos últimos minutos do documentário, o diretor Yann Arthus-Bertrand, amolece a linguagem para elogiar alguns fatos positivos de países aos quais, sem ânimo de ofender nem magoar, viu-se no dever de mencionar.
Suas palavras finais foram:
"É tempo de estarmos todos juntos. O que é importante não é o que se foi, mas o que permanece. Ainda temos metade das florestas do mundo, milhares de rios, lagos e geleiras e milhares de espécies com sucesso.
Hoje sabemos que as soluções estão aqui. Todos temos o poder para mudar. Então, o que estamos esperando?
Depende de nós escrever o que é o seguinte. Juntos."
O tema que vem ocupando a maior parte dos meus esforços: o iminente perigo de uma guerra que seria a última da pré-história da nossa espécie, ao qual dediquei nove Reflexões desde 1º de Junho, constitui um problema que se agrava por dia.
Como é lógico, os 99,9 % das pessoas têm a esperança de que predomine um elementar senso comum.
Infelizmente, devido a todos os elementos da realidade que percebo, não vejo a mais mínima possibilidade de que assim seja.
Portanto, julgo que seria muito mais prático que os nossos povos se preparem para encarar essa realidade. Nisso consistirá a nossa única esperança.
Os iranianos têm feito precisamente isso, como nós fizemos em outubro de 1962, em que optamos por desaparecer antes que deixar cair nossas bandeiras.
Foi ontem como hoje, por desígnios do azar, não méritos da inteligência ou da história individual de qualquer um de nós.
As notícias que chegam cada dia procedentes do Irã, não se afastam um milímetro da posição assinalada por eles de manterem seus justos direitos à paz e ao desenvolvimento, com um elemento novo: já conseguiram produzir 20 quilos de urânio enriquecido ao 20%, suficientes para construir um engenho nuclear, o que enlouquece ainda mais aqueles que há um bom tempo adotaram a decisão de os atacar. Isso o examinei sexta-feira, dia 16, com os nossos embaixadores.
Nem Obama poderia alterá-la, nem mostrou em momento algum a decisão de o fazer.
Fidel Castro Ruz
18 de Julho de 2010
16h28 •
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Consumismo
Universidade Federal de Pernambuco
Curso: Pedagogia
Professor: Vantuil Barroso Filho
quarta-feira, 7 de julho de 2010
CUBA E SUA INFÂNCIA Visão da OMS
A diretora do Departamento de Saúde Infantil e do Adolescente da Organização Mundial da Saúde (OMS), a dra. Elizabeth Mason, que participou do Ateliê Internacional de Atendimento à Saúde Infantil, afirmou que Cuba é um exemplo no mundo pelos índices atingidos em mortalidade infantil: 4,8 por mil nascidos vivos.
E é "um exemplo excelente", salientou, já que o governo tem um compromisso político com a saúde das mães e dos filhos, que resulta em melhor saúde e maior sobrevivência, e ainda mais, porque Cuba não é um país rico. Contudo, torna possível que a taxa de mortalidade infantil seja menor que na maioria dos países do mundo.
Especialista em pediatria e saúde pública, a dra. Mason assinalou que Cuba tem também uma das taxas mais baixas de mortalidade infantil em menores de cinco anos.
"A decisão política do governo revolucionário neste setor durante meio século está ligada ao número de trabalhadores da saúde em Cuba, às instalações sanitárias, aos profissionais e técnicos que prestam serviços médicos, e tudo isso é importante para ter sucesso", enfatizou.
"Por tal motivo, a OMS está trabalhando em parceria com o Ministério da Saúde Pública de Cuba para poder contar esta história cubana, de modo a utilizar sua experiência para ajudar outros países. E esse ateliê, do qual participam representantes de onze nações da região, é o primeiro passo nessa direção", disse.
Outro especialista da OMS, o dr. José Carlos Martines, coordenador da Saúde Neonatal e Infantil, considerou que as conquistas de Cuba no setor da saúde alicerçam fundamentalmente na visão e determinação política de que a saúde é um valor essencial. E acrescentou: "Nenhum país como Cuba avalia tanto a saúde e a educação".
Martines, que participou como representante deste organismo mundial do estudo realizado pela Direção Nacional Materno-Infantil sobre a experiência cubana no atendimento à infância nos últimos 50 anos, disse neste plenário que, desde que veio a Cuba pela primeira vez e conheceu este pensamento de Fidel (mostrando-o numa tela) o repetia praticamente em todos os fóruns.
"(...) Talvez o mais útil de nossos modestos esforços na luta por um mundo melhor será demonstrarmos quanta coisa se pode fazer com tão poucos recursos, se todos os recursos humanos e materiais da sociedade ficam disponíveis para o povo."
A dra. Lea Guido, representante em Cuba da OMS/OPAS, foi quem proferiu o discurso de abertura do encontro, onde marcou presença o ministro da Saúde Pública, Ramón Balaguer Cabrera.Por: José A. de la Osa
Em: Granma Internacional
Link: http://granma.cu/portugues/cuba-p/29-junio-visao.html