quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Palavra Martiana


"Hay hombres que hasta después de muertos dan luz de aurora."

José Martí

Campanha de Assinaturas do Jornal Brasil de Fato Pernambuco

Repassando e divulgando mensagem da Campanha de Assinaturas do Brasil de Fato - PE!

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Companheiros e companheiras,


Segue a circular de lançamento da Campanha de Assinaturas do Brasil de Fato Pernambuco. Esperamos que possam contribuir e que nos ajudem a divulgar. As assinaturas podem ser enviadas para qualquer lugar do Brasil.


*A ficha de assinaturas está disponível neste link: http://migre.me/vLuLc e no email: brasildefatopernambuco@brasildefato.com.br. 

Conferência "O Caribe que nos une"

No dia 14 de dezembro, a Cátedra José Martí e o Instituto de Estudos da América Latina, promoveram a conferência: "O Caribe no Pensamento Decolonial", proferida pelo Professor Dr. Félix Valdés García, do Instituto de Filosofía de Cuba. Agradecemos, especialmente, a presença do Professor Félix e de todos e todas que estiveram presentes nessa rica e calorosa discussão sobre nuestra América. O evento marca o encerramento das atividades deste ano da Cátedra José Martí. Até 2017!





terça-feira, 6 de dezembro de 2016

VII Festival de Cinema Venezuelano em Recife :: 13 a 15 de dezembro de 2016



VII Festival de Cinema Venezuelano em Recife (Programação)
13 de dezembro – 20h
La distancia más larga (Directora: Claudia Pinto / Ano: 2013)
Classificação etária: 16 anos
Sinopse: Lucas, 12 anos, luta para viver como quer; Martina, 60 anos, luta para morrer como tem escolhido. Dois protagonistas em momentos vitais opostos empreendem viagens temerárias: uma aventura infantil que cruza um país inteiro e uma viagem sem retorno; mas livre e decidida. Dois cenários do mesmo país, uma cidade violenta e caótica, um paraíso com as montanhas mais antigas do planeta onde os viajantes se encontram, segundas oportunidades aparecem e a liberdade se impõe. Tudo se conjura para dizer: só há um destino, aquele que você elege.
14 de dezembro – 19h
Libertador (Diretor: Alberto Arvelo / Ano:2014)
Classificação etária: 16 anos
Sinopse: Afetos da vida familiar se vêm truncadas por tristes circunstâncias, questionamentos e traições, compõem a história que como proposta biográfica apresenta o carismático ideólogo, eminente mandatário e estrategista durante os primeiros anos do século XIX na América do Sul, retrata a luta heroica de Simón Bolívar contra o imperialismo espanhol para ajudar a libertar países como Bolívia, Colômbia, Equador,  Panamá, Peru e seu país natal, Venezuela. O reencontro com seu antigo Professor Simón Rodriguez, em Paris, reaviva o espírito de coragem no caminho revolucionário do sonho de uma América do Sul Independente. O homem que lutou mais de cem batalhas e promoveu campanhas militares em um território duas vezes maior do que Alexandre, O Grande o fez. Porque existem algumas batalhas que valem a pena lutar.
15 de dezembro – 19h
Patas Arriba (Director: Alejandro García Wiedeman/Ano:2011)
Classificação etária: livre para todos os públicos
Duração aproximada: 93 min.
Sinopse: Com ajuda de sua neta Carlota, de apenas seis anos, Renato que sabe que tem pouco tempo de vida, planeja navegar da Venezuela para a Bahia, no Brasil, cumprindo uma viagem prometida a sua já falecida esposa. Renato que encara a vida naturalmente ensina a sua neta o valor da amizade, solidariedade e o respeito às opiniões dos demais. Ele tem duas filhas e um filho, Montserrat, divorciada, o cuida diariamente, Anita, que tem um matrimônio fracassado e Salvador, um galanteador. As filhas decidem enviá-lo a um asilo contra a sua vontade. É aí que a viagem planejada torna a vida de pernas para o ar.

Pernambuco homenageia Fidel Castro!


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A Cátedra José Martí e o IAL convidam!





*Felix Valdés García

Licenciado en Filosofía por la Universidad Estatal de Bielorrusia, Minsk, Belarrus. Master of Arts en Filosofía y Lic. en Idioma Ruso por esta universidad. Profesor e investigador Titular de Filosofía. Doctor en Ciencias Filosóficas. Se dedica al estudio de la filosofía cubana, caribeña y latinoamericana. Es el jefe de redacción y editor principal del portal http://www.filosofia.cu/, de la Revista Cubana de Filosofía y de la Biblioteca Virtual de Filosofía y Pensamiento Cubanos. 

domingo, 27 de novembro de 2016

Fidel, o nome que ligava um homem e um sonho

A história e a biografia de Fidel Castro você lerá hoje e por muitos anos.
Pretensioso procurar resumir aqui 70 anos de lutas políticas e quase 60 em que foi um dos nomes mais amados e mais temidos do mundo.
Fico nas modéstia das chinelas de um sujeito que veio ao mundo nos dias em que ele se preparava pera entrar em Havana, na virada do agora distante 1958 para 1959.
Tinha a barba e a idade de um Cristo, mas era ele quem triunfava sobre Roma, numa pequena ilha.
Quando eu crescia, seu nome era maldito.
Maldito e suspeito até usar barba, como a dele, embora barbas fartas nos venham desde Tiradentes, D. Pedro II e Machado de Assis.
Era preciso banir até a imagem do homem que empolgara os jovens do mundo inteiro, com sua impossível vitória na Revolução, à frente de uns guris, barbados também.
Mas nunca o conseguiram, porque o milagre que ele operava, sobrevivendo e transformando uma ilha, que era antes apenas bordel e cassino dos EUA, num milagre de educação e saúde para todos, se sobrepunha às narrativas do paredón e da “tirania castrista”.
Não fazia sentido que aquela pequena nação triunfasse tanto nos esportes, com seus negros sadios e luzidios ganhando as medalhas que a nós só raramente cabiam.
Não fazia sentido que as crianças não morressem no berço ou perambulassem pelas ruas, como aqui.
Menos ainda era compreensível que o país arrasado e falido pudesse mandar à África as divisões que impediam que o moderníssimo exército da África do Sul invadisse Angola.
Sobretudo, não tinha a menor lógica que, a escassas 90 milhas da Flórida, um microscópico país confrontasse os próprios  Estados Unidos.
Quando a União Soviética, de quem se dizia que Cuba era assim por ser seu simples satélite, desmilinguiu-se e desmoronou, o fim de Fidel era questão de dias.
Cortada  a ponte que restava ao feroz embargo americano, como aqueles desgraçados sobreviveriam?
Não é preciso dizer o que aconteceu: com escassez, racionamento, êxodos, resistiram e não fizeram “o dever de casa” da recolonização.
E o que resta dizer aos tolos que ainda preferem o preconceito aos olhos, o ódio ao diálogo, a morte à vida?
Que o comunismo cubano continua a tentar nos invadir, com seus médicos e estetoscópios que vão aonde parte dos médicos brasileiros não quer ir?
Na morte, o que fica não são seus erros, nem seus heroísmos. Fica a resistência, a sobrevivência teimosa, que centenas de atentados, complôs, conspirações puseram abaixo,  não conseguiram fazer algo que o próprio tempo gastou 90 anos para conseguir.
Fidel parte deixando aos filhos o que se deve aos filhos deixar: saúde, educação e princípios.
Nada pode descrever melhor a ligação entre um homem e seu sonho que seu próprio nome: Fidel, fiel.
Em: http://www.tijolaco.com.br/blog/fidel-o-nome-que-ligava-um-homem-e-um-sonho/